Vice-versa - SESSÃO EXTRA

Victor Hugo Pontes
Sala de Ensaios
PROJECTO EDUCATIVO
segunda 18 a domingo 24 Janeiro | dias úteis às 10h00, Sábado e Domingo às 11h00 e às 15h00
Sessão extra no Domingo, dia 24, às 15h00

Quanto tempo falta para ser grande? Se ficar com um dedo preso debaixo do pé durante 5 minutos isso é muito tempo? O que acontece se os ponteiros do relógio pararem? Uma história sem pés nem cabeça, ou com dois braços, vários dedos, joelhos, pernas e um nariz, num processo que vai acompanhando o desenvolvimento do conceito de tempo e o crescimento durante a infância. O ponto de partida é a concepção muito especial que as crianças têm do tempo e que será explorada a partir do modo como elas tomam consciência do próprio corpo.


"Que espécie de diferenças existe entre uma peça para crianças e uma peça para adultos? O que é que se diz e faz nas peças dos adultos que as crianças não podem ouvir e ver? O que é que acontece nas peças para crianças, e que os adultos não percebem? Foi exactamente a partir deste ponto, que era e continua a ser uma dúvida, que comecei a construir Vice-versa. Parti de um pressuposto prosaico, um lugar-comum, um clichê, porque me parece que nem sempre devemos descartar estas ideias, necessárias pelo menos até ao momento em que passamos para o outro lado das hipóteses que colocam. Os lugares-comuns e os clichês são a face visível do espelho. Neste espectáculo procuro passar para o out ro lado do espelho.

Vice-versa assenta na ideia de que, na infância, se acredita em tudo: há um universo de fantasia em que todas as hipóteses são viáveis, em que é possível imaginar um mundo ao contrário e acreditar-se nele. Vice-versa é também um trabalho sobre a duplicação da realidade e a aquisição de consciência da individualidade. Todavia, estes são conceitos alheios à vida quotidiana de uma criança. Até este processo estar concluído, aquilo que importa é outra coisa: as crianças querem ter tempo para imaginar, para acreditar que é possível ter-se quatro pernas e correr muito mais depressa, que se pode ser gigante, ter quatro braços e vinte dedos, que do outro lado do espelho está outra pessoa igual a ela, que a imita, que as sombras são por vezes mais rápidas e por vezes mais lentas do que nós. Quem está por detrás da sombra? Onde se esconde a sombra? As crianças querem dormir e sonhar que os ursos de peluche andam sozinhos e as embalam durante a noite.

Do ponto de vista ficcional, o universo infantil tem personagens que se assemelham e temas recorrentes. Quando falamos do Tempo, lembramo-nos do Coelho da Alice no País das Maravilhas. Quando falamos de espelhos, recordamos episódios de Alice do Outro Lado do Espelho. Os livros da Alice são apenas um exemplo – um exemplo que me interessa, devido à sua complexidade e resistência à descrição –, ainda que isto não signifique que Vice-versa se baseia neles. Não vou adaptar qualquer história, nem preocupar-me em seguir uma narrativa. Vice-versa pretenderá apenas fornecer estímulos para que as crianças possam criar a sua narrativa, no seu próprio mundo de incontáveis possibilidades."


Victor Hugo Pontes


direcção, coreografia e cenografia
Victor Hugo Pontes
música original Rui Lima e Sérgio Martins
desenho de luz Wilma Moutinho
figurinos Osvaldo Martins
apoio dramatúrgico Madalena Alfaia
interpretação Joana Faria e Mafalda Faria
adereços e construção de cenografia Sandra Neves
produção executiva Joana Ventura e Mafalda
Couto Soares
co-produção Teatro Maria Matos, Teatro Viriato,
Centro Cultural Vila Flor, FCD/Teatro do Campo Alegre e
NEC
apoio Balleteatro



Apresentação no âmbito da rede



Co-financiada por:
Por LisboaMais CentroQRENFEDER

Preço

Criança 2,5€ | Adulto 5€

Folha da sala

Sinopse

Sessão extra no Domingo, dia 24, às 15h00

Quanto tempo falta para ser grande? Se ficar com um dedo preso debaixo do pé durante 5 minutos isso é muito tempo? O que acontece se os ponteiros do relógio pararem? Uma história sem pés nem cabeça, ou com dois braços, vários dedos, joelhos, pernas e um nariz, num processo que vai acompanhando o desenvolvimento do conceito de tempo e o crescimento durante a infância. O ponto de partida é a concepção muito especial que as crianças têm do tempo e que será explorada a partir do modo como elas tomam consciência do próprio corpo.


"Que espécie de diferenças existe entre uma peça para crianças e uma peça para adultos? O que é que se diz e faz nas peças dos adultos que as crianças não podem ouvir e ver? O que é que acontece nas peças para crianças, e que os adultos não percebem? Foi exactamente a partir deste ponto, que era e continua a ser uma dúvida, que comecei a construir Vice-versa. Parti de um pressuposto prosaico, um lugar-comum, um clichê, porque me parece que nem sempre devemos descartar estas ideias, necessárias pelo menos até ao momento em que passamos para o outro lado das hipóteses que colocam. Os lugares-comuns e os clichês são a face visível do espelho. Neste espectáculo procuro passar para o out ro lado do espelho.

Vice-versa assenta na ideia de que, na infância, se acredita em tudo: há um universo de fantasia em que todas as hipóteses são viáveis, em que é possível imaginar um mundo ao contrário e acreditar-se nele. Vice-versa é também um trabalho sobre a duplicação da realidade e a aquisição de consciência da individualidade. Todavia, estes são conceitos alheios à vida quotidiana de uma criança. Até este processo estar concluído, aquilo que importa é outra coisa: as crianças querem ter tempo para imaginar, para acreditar que é possível ter-se quatro pernas e correr muito mais depressa, que se pode ser gigante, ter quatro braços e vinte dedos, que do outro lado do espelho está outra pessoa igual a ela, que a imita, que as sombras são por vezes mais rápidas e por vezes mais lentas do que nós. Quem está por detrás da sombra? Onde se esconde a sombra? As crianças querem dormir e sonhar que os ursos de peluche andam sozinhos e as embalam durante a noite.

Do ponto de vista ficcional, o universo infantil tem personagens que se assemelham e temas recorrentes. Quando falamos do Tempo, lembramo-nos do Coelho da Alice no País das Maravilhas. Quando falamos de espelhos, recordamos episódios de Alice do Outro Lado do Espelho. Os livros da Alice são apenas um exemplo – um exemplo que me interessa, devido à sua complexidade e resistência à descrição –, ainda que isto não signifique que Vice-versa se baseia neles. Não vou adaptar qualquer história, nem preocupar-me em seguir uma narrativa. Vice-versa pretenderá apenas fornecer estímulos para que as crianças possam criar a sua narrativa, no seu próprio mundo de incontáveis possibilidades."


Victor Hugo Pontes

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Preço

Preço

Criança 2,5€ | Adulto 5€

Descontos

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