Maria Matos Teatro Municipal
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A Philosophia do Gabiru

Martim Pedroso
Sala principal com bancada | M/16
TEATRO
quinta 10 a segunda 14 Março | segunda a sábado 21h30 domingo 18h00

 

Este espectáculo pretende revisitar o universo literário do militar, jornalista, pintor, escritor e poeta Raul Brandão e evidenciar o carácter autobiográfico da sua obra. Diversas personagens povoaram a sua poesia, o seu drama, as suas crónicas e memórias, e todas elas correspondem a um prolongamento de si mesmo, do seu eu contraditório e do seu pensamento crítico.

Profundamente influenciado pelo espírito revolucionário de Dostoiévski e pelo simbolismo romântico, foi um homem apaixonado, místico, religioso, anarquista e de temperamento desesperadamente irónico, fazendo da crítica ou comentário social, o programa da maior parte dos seus escritos. Contemporâneo de Pessoa, nunca se encaixa numa corrente ou escola literária, preferindo desbravar um caminho solitário na procura do seu próprio estilo que, no fundo, era o resultado de muitas contaminações nacionais e estrangeiras.

A Philosophia do Gabiru, título retirado de um dos capítulos do poema dramático pré-expressionista Os Pobres, visa explorar cenicamente aquilo que eram os sonhos, as angústias e as liberdades filosóficas deste filho da República que soube documentar como ninguém, e de forma muito particular, o que era um Portugal em profunda crise económica, política, moral e social, numa época em que o mundo atravessava as mais conturbadas mudanças. A figura do Gabiru – uma espécie de filósofo natural – é, acima de tudo, a projecção de um homem que sempre quis ser maior, na vida de todos os dias, do que era. É a voz altiva de um lugar erradicado e em permanente transição, tão ciclónico como as ideias e as opiniões, cuja pequenez sempre foi inversamente proporcional ao tamanho dos seus sonhos.

 

Raul Brandão dixit: (…) A nossa época é horrível porque já não cremos – e não cremos ainda. O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem. E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas à espera…

 

Martim Pedroso & Nelson Guerreiro

 

 

 

direcção artística e encenação Martim Pedroso texto Raul Brandão & Nelson Guerreiro dramaturgia Martim Pedroso & Nelson Guerreiro consultoria literária Maria Antónia Oliveira assistência de encenação Ana Ribeiro interpretação Carlos Alves, Flávia Gusmão, Martim Pedroso, Nelson Guerreiro, Paula Só, Tânia Leonardo e Tiago Barbosa colaboração no espaço cénico Sttiga colaboração nos figurinos Carla Freire sonoplastia António Duarte desenho de luz Mafalda Oliveira produção executiva Filipa Achega produção Materiais Diversos co-produção Teatro Maria Matos / Centro Cultural Vila-Flôr residência artística Negócio – ZDB apoios CCB – Centro Cultural de Belém / São Luiz – Teatro Municipal / Atelier RE.AL / Flora Garden

A Materiais Diversos é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura/Direcção-Geral das Artes, em residência na ZDB – Galeria Zé dos Bois e no Cine-Teatro São Pedro. É Membro da REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea e da Rede Portuguesa da Fundação Anna Lindh.
 

apresentação no âmbito da rede

co-financiada por
 
Por LisboaMais CentroQRENFEDER

Preço

12€ / Com desconto 6€

Biografias

MARTIM PEDROSO

Actor e Encenador

 

Nasce em Lisboa em 1979. É Licenciado em Formação de Actores/Encenadores pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Em 2006 participa na nova Ècole des Maîtres – Thierry Salmon no âmbito de um estágio intensivo orientado pelo premiado encenador italiano Antonio Latella. Trabalhou com as companhias Teatro Praga, Projecto Teatral, Cão Solteiro, Teatro dos Aloés e Teatro da Cornucópia, bem como com diversos criadores, entre os quais Tiago Guedes, Luís Castro, André e. Teodósio, João Grosso, Miguel Loureiro, Nuno Carinhas, Antonio Latella, Virgínio Liberti & Annalisa Bianco. Na encenação, estreia-se em 2005 com a peça da sua autoria Marcações para um crime no Teatro da Garagem. Desde então, encenou Impasse a partir de B.M. Koltès; Seres Humanos a partir da cinematografia de I. Bergman; Dream Play uma versão adaptada de Um Sonho de A. Strindberg e Purgatório de Joris Lacoste. Em 2009, foi bolseiro INOV´ART em Turim com a companhia TeatrOfficina Zerogrammi e, desde Fevereiro de 2010, lecciona como professor assistente na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Martim Pedroso é um artista associado da Materiais Diversos.

Fotos

Vídeo

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

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Sinopse

 

Este espectáculo pretende revisitar o universo literário do militar, jornalista, pintor, escritor e poeta Raul Brandão e evidenciar o carácter autobiográfico da sua obra. Diversas personagens povoaram a sua poesia, o seu drama, as suas crónicas e memórias, e todas elas correspondem a um prolongamento de si mesmo, do seu eu contraditório e do seu pensamento crítico.

Profundamente influenciado pelo espírito revolucionário de Dostoiévski e pelo simbolismo romântico, foi um homem apaixonado, místico, religioso, anarquista e de temperamento desesperadamente irónico, fazendo da crítica ou comentário social, o programa da maior parte dos seus escritos. Contemporâneo de Pessoa, nunca se encaixa numa corrente ou escola literária, preferindo desbravar um caminho solitário na procura do seu próprio estilo que, no fundo, era o resultado de muitas contaminações nacionais e estrangeiras.

A Philosophia do Gabiru, título retirado de um dos capítulos do poema dramático pré-expressionista Os Pobres, visa explorar cenicamente aquilo que eram os sonhos, as angústias e as liberdades filosóficas deste filho da República que soube documentar como ninguém, e de forma muito particular, o que era um Portugal em profunda crise económica, política, moral e social, numa época em que o mundo atravessava as mais conturbadas mudanças. A figura do Gabiru – uma espécie de filósofo natural – é, acima de tudo, a projecção de um homem que sempre quis ser maior, na vida de todos os dias, do que era. É a voz altiva de um lugar erradicado e em permanente transição, tão ciclónico como as ideias e as opiniões, cuja pequenez sempre foi inversamente proporcional ao tamanho dos seus sonhos.

 

Raul Brandão dixit: (…) A nossa época é horrível porque já não cremos – e não cremos ainda. O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem. E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas à espera…

 

Martim Pedroso & Nelson Guerreiro

 

 

 

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Preço


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