Maria Matos Teatro Municipal
 


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A Philosophia do Gabiru





Sobre

Este espectáculo pretende revisitar o universo literário do militar, jornalista, pintor, escritor e poeta Raul Brandão e evidenciar o carácter autobiográfico da sua obra. Diversas personagens povoaram a sua poesia, o seu drama, as suas crónicas e memórias, e todas elas correspondem a um prolongamento de si mesmo, do seu eu contraditório e do seu pensamento crítico.

Profundamente influenciado pelo espírito revolucionário de Dostoiévski e pelo simbolismo romântico, foi um homem apaixonado, místico, religioso, anarquista e de temperamento desesperadamente irónico, fazendo da crítica ou comentário social, o programa da maior parte dos seus escritos. Contemporâneo de Pessoa, nunca se encaixa numa corrente ou escola literária, preferindo desbravar um caminho solitário na procura do seu próprio estilo que, no fundo, era o resultado de muitas contaminações nacionais e estrangeiras.

A Philosophia do Gabiru, título retirado de um dos capítulos do poema dramático pré-expressionista Os Pobres, visa explorar cenicamente aquilo que eram os sonhos, as angústias e as liberdades filosóficas deste filho da República que soube documentar como ninguém, e de forma muito particular, o que era um Portugal em profunda crise económica, política, moral e social, numa época em que o mundo atravessava as mais conturbadas mudanças. A figura do Gabiru – uma espécie de filósofo natural – é, acima de tudo, a projecção de um homem que sempre quis ser maior, na vida de todos os dias, do que era. É a voz altiva de um lugar erradicado e em permanente transição, tão ciclónico como as ideias e as opiniões, cuja pequenez sempre foi inversamente proporcional ao tamanho dos seus sonhos.

Sobre

Este espectáculo pretende revisitar o universo literário do militar, jornalista, pintor, escritor e poeta Raul Brandão e evidenciar o carácter autobiográfico da sua obra. Diversas personagens povoaram a sua poesia, o seu drama, as suas crónicas e memórias, e todas elas correspondem a um prolongamento de si mesmo, do seu eu contraditório e do seu pensamento crítico.

Profundamente influenciado pelo espírito revolucionário de Dostoiévski e pelo simbolismo romântico, foi um homem apaixonado, místico, religioso, anarquista e de temperamento desesperadamente irónico, fazendo da crítica ou comentário social, o programa da maior parte dos seus escritos. Contemporâneo de Pessoa, nunca se encaixa numa corrente ou escola literária, preferindo desbravar um caminho solitário na procura do seu próprio estilo que, no fundo, era o resultado de muitas contaminações nacionais e estrangeiras.

A Philosophia do Gabiru, título retirado de um dos capítulos do poema dramático pré-expressionista Os Pobres, visa explorar cenicamente aquilo que eram os sonhos, as angústias e as liberdades filosóficas deste filho da República que soube documentar como ninguém, e de forma muito particular, o que era um Portugal em profunda crise económica, política, moral e social, numa época em que o mundo atravessava as mais conturbadas mudanças. A figura do Gabiru – uma espécie de filósofo natural – é, acima de tudo, a projecção de um homem que sempre quis ser maior, na vida de todos os dias, do que era. É a voz altiva de um lugar erradicado e em permanente transição, tão ciclónico como as ideias e as opiniões, cuja pequenez sempre foi inversamente proporcional ao tamanho dos seus sonhos.

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