Maria Matos Teatro Municipal
 


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Blue

Joni Mitchell
Super Disco #14
com Ana Cristina Ferrão



Ouvir Super Disco #14



Sobre

Ana Cristina Ferrão viveu ao lado do radialista António Sérgio os seus últimos 30 anos de vida. Com entusiasmo pela produção e amor pela música, contribuiu para o sucesso dos vários programas que Sérgio realizou nestas três décadas. É a nossa convidada do mês de Novembro, disponível para partilhar as muitas memórias e experiências que guarda, a começar pela escolha do disco para esta sessão: “Blue”, de Joni Mitchell (1971), foi o primeiro LP que lhe foi oferecido por António Sérgio. É um álbum de canções delicadas que abordam vários aspectos de um relacionamento amoroso, é o quarto álbum da cantora e
compositora canadiana e abrirá caminho a uma conversa que toca em pontos nevrálgicos da divulgação de música “diferente” em Portugal. Ana Cristina está em posição privilegiada para nos guiar pela espécie de submundo habitado por quem consome música com paixão suficiente para ter vontade em divulgá-la. Esta sessão é também assim, inevitavelmente, uma oportunidade para relembrar António Sérgio.

A luz (mas também a sombra) de “Blue” faz com que a discografia não-oficial de Joni Mitchell comece exactamente aqui, ignorando tudo o que tinha editado até ao ano de 1971 – o que é injusto, porque “Ladies Of The Canyon” é um fabuloso álbum, mostrando que iria ser, mais tarde ou mais cedo, uma escritora de canções de referência. E a grande escritora de canções iria aparecer exactamente no ano seguinte, com uma obra que ainda hoje estarrece-nos pela profundidade das suas palavras e pela agudeza da sua composição. Feito de algum desencanto, nas entrelinhas vagueia também a esperança, mesmo que vá sendo pintada de muitas cores – quase todas as canções têm referência a cores -, e mesmo que seja “Blue” (a cor e o sentimento) que domine a sua poesia. Se não conhecem este lendário álbum, comecem por ele a ouvir uma das mais importantes escritoras e cantoras norte-americanas (também é canadiana, tal como Leonard Cohen), percorrendo depois os anos seguintes e mais meia-dúzia de discos fantásticos.

Sobre

Ana Cristina Ferrão viveu ao lado do radialista António Sérgio os seus últimos 30 anos de vida. Com entusiasmo pela produção e amor pela música, contribuiu para o sucesso dos vários programas que Sérgio realizou nestas três décadas. É a nossa convidada do mês de Novembro, disponível para partilhar as muitas memórias e experiências que guarda, a começar pela escolha do disco para esta sessão: “Blue”, de Joni Mitchell (1971), foi o primeiro LP que lhe foi oferecido por António Sérgio. É um álbum de canções delicadas que abordam vários aspectos de um relacionamento amoroso, é o quarto álbum da cantora e
compositora canadiana e abrirá caminho a uma conversa que toca em pontos nevrálgicos da divulgação de música “diferente” em Portugal. Ana Cristina está em posição privilegiada para nos guiar pela espécie de submundo habitado por quem consome música com paixão suficiente para ter vontade em divulgá-la. Esta sessão é também assim, inevitavelmente, uma oportunidade para relembrar António Sérgio.

A luz (mas também a sombra) de “Blue” faz com que a discografia não-oficial de Joni Mitchell comece exactamente aqui, ignorando tudo o que tinha editado até ao ano de 1971 – o que é injusto, porque “Ladies Of The Canyon” é um fabuloso álbum, mostrando que iria ser, mais tarde ou mais cedo, uma escritora de canções de referência. E a grande escritora de canções iria aparecer exactamente no ano seguinte, com uma obra que ainda hoje estarrece-nos pela profundidade das suas palavras e pela agudeza da sua composição. Feito de algum desencanto, nas entrelinhas vagueia também a esperança, mesmo que vá sendo pintada de muitas cores – quase todas as canções têm referência a cores -, e mesmo que seja “Blue” (a cor e o sentimento) que domine a sua poesia. Se não conhecem este lendário álbum, comecem por ele a ouvir uma das mais importantes escritoras e cantoras norte-americanas (também é canadiana, tal como Leonard Cohen), percorrendo depois os anos seguintes e mais meia-dúzia de discos fantásticos.

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