Maria Matos Teatro Municipal
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Dos Benefícios de um Vendido no Reino dos Bonifácios

Banda do Casaco
Super Disco #17
com António Pinho



Ouvir Super Disco #17



Sobre

O Super Disco de Fevereiro, que terá lugar no Teatro Maria Matos no próximo dia 19, pelas 18h30 como sempre, tem como convidado um homem a todos os títulos especial. António Avelar Pinho é um daqueles homens que tem nos ombros o peso da invenção da modernidade na música portuguesa, que é algo bem diferente do peso da invenção da moderna música portuguesa, que é coisa que às vezes nem sabemos bem se existe. Com toda a certeza ninguém recusaria tal peso de forma mais veemente do que o próprio António Pinho, homem tão modesto quanto inteligente, mas que se moveu nas sombras da história o suficiente para que o presente lhe deva alguma coisa. Bastante, acredito eu.
Quando a cultura pop começou a dar os primeiros passos, António Pinho ecoou imediatamente as suas possibilidades com uma banda no Entroncamento que nunca chegou a ser fenómeno, mas que lhe deixou vontade para prosseguir a aventura da música. O capítulo seguinte foi bem mais sério e levou o nome – seu! – de Filarmónica Fraude, grupo de Tomar que em 1969 lançou uma Epopeia que já projectava Portugal no futuro e no infinito. Da Filarmónica Fraude nasceram ideias que mais tarde António Pinho, juntamente com Luís Linhares, também dos homens de Epopeia, e ainda Nuno Rodrigues e Celso Carvalho desenvolveriam com a espantosa Banda do Casaco.
O Super Disco de Fevereiro é precisamente o trabalho inaugural da discografia da Banda do Casaco, o mítico Dos Benefícios de Um Vendido no Reino dos Bonifácios de 1974, álbum que misturou folclore, rock progressivo e jazz de forma inédita e absolutamente prodigiosa recorrendo a músicos espantosos como Carlos “Zíngaro”, por exemplo.
A carreira da Banda do Casaco levou-os até à década de 80, época em que António Pinho era já um activo agente da revolução tendo trabalhado no arranque das discografias de Rui Veloso, Heróis do Mar ou Táxi, entre tantos outros, ajudando a new wave e o rock a entrar numa cena de portas escancaradas. Pinho fez muito mais: escreveu canções e livros para os mais novos, brincou com a língua como muito poucos e reteve uma integridade humana e criativa que asseguram a sua singularidade até aos dias de hoje. Essas serão certamente as coordenadas da conversa marcada para as 18h30 do próximo dia 19, no sítio do costume.

apoio MK2 e Rádio Oxigénio

Sobre

O Super Disco de Fevereiro, que terá lugar no Teatro Maria Matos no próximo dia 19, pelas 18h30 como sempre, tem como convidado um homem a todos os títulos especial. António Avelar Pinho é um daqueles homens que tem nos ombros o peso da invenção da modernidade na música portuguesa, que é algo bem diferente do peso da invenção da moderna música portuguesa, que é coisa que às vezes nem sabemos bem se existe. Com toda a certeza ninguém recusaria tal peso de forma mais veemente do que o próprio António Pinho, homem tão modesto quanto inteligente, mas que se moveu nas sombras da história o suficiente para que o presente lhe deva alguma coisa. Bastante, acredito eu.
Quando a cultura pop começou a dar os primeiros passos, António Pinho ecoou imediatamente as suas possibilidades com uma banda no Entroncamento que nunca chegou a ser fenómeno, mas que lhe deixou vontade para prosseguir a aventura da música. O capítulo seguinte foi bem mais sério e levou o nome – seu! – de Filarmónica Fraude, grupo de Tomar que em 1969 lançou uma Epopeia que já projectava Portugal no futuro e no infinito. Da Filarmónica Fraude nasceram ideias que mais tarde António Pinho, juntamente com Luís Linhares, também dos homens de Epopeia, e ainda Nuno Rodrigues e Celso Carvalho desenvolveriam com a espantosa Banda do Casaco.
O Super Disco de Fevereiro é precisamente o trabalho inaugural da discografia da Banda do Casaco, o mítico Dos Benefícios de Um Vendido no Reino dos Bonifácios de 1974, álbum que misturou folclore, rock progressivo e jazz de forma inédita e absolutamente prodigiosa recorrendo a músicos espantosos como Carlos “Zíngaro”, por exemplo.
A carreira da Banda do Casaco levou-os até à década de 80, época em que António Pinho era já um activo agente da revolução tendo trabalhado no arranque das discografias de Rui Veloso, Heróis do Mar ou Táxi, entre tantos outros, ajudando a new wave e o rock a entrar numa cena de portas escancaradas. Pinho fez muito mais: escreveu canções e livros para os mais novos, brincou com a língua como muito poucos e reteve uma integridade humana e criativa que asseguram a sua singularidade até aos dias de hoje. Essas serão certamente as coordenadas da conversa marcada para as 18h30 do próximo dia 19, no sítio do costume.

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