Maria Matos Teatro Municipal
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Adorabilis

JONAS&LANDER
Sala Principal com bancada
DANÇA
27 a 29 abril 2017 → quinta a sábado: 21h30

DIA MUNDIAL DA DANÇA

Jonas&Lander descobriram recentemente uma nova espécie de polvo. Ele é pequeno, e o seu aspeto inofensivo e frágil torna-o inevitavelmente empático. Aliás, a sua imagem é tão adorável que a ciência pondera chamar-lhe Octopus Adorabilis. Este nome, contraditório com o comportamento empírico da ciência, impulsionou Jonas&Lander a investigar a incoerência como génese do discurso humano e as tensões entre o rigor vs. escatologia encontrados na natureza. Pensando no polvo enquanto símbolo de multiplicidade, Jonas&Lander decidem criar uma dança-polvo com o objetivo de ingerir, digerir e regurgitar distintas referências culturais e naturais.
Possuindo um cérebro em cada tentáculo, Adorabilis trabalha o corpo, a luz e o som como elementos autónomos que afetam o comportamento e a reação dos intérpretes, tal como a fome, a temperatura ou o instinto sexual afetam as decisões dos animais. 
Adorabilis tem um olho gigante, é barulhento, as suas ventosas têm um poder de sucção invulgar e ao invés de tinta preta esguicha champanhe como estratégia de defesa. Ele dispõe de uma extraordinária capacidade de camuflagem, adquirindo a um ritmo alucinante várias formas que podem remeter a figuras de um quadro de Hieronymus Bosh.  Os Adorabilis são observados maioritariamente numa movimentação em uníssono rigoroso como estratégia de defesa (ou será de ataque?). 
Indivíduos que estiveram em contacto com Adorabilis no seu habitat natural relataram efeitos secundários de natureza existencial.


Ficha artística

criação: Jonas&Lander
interpretação: Jonas Lopes, Lander Patrick, Lewis Seivwright
figurinos: Carlota Lagido a partir de ideias de Jonas&Lander
desenho de luz: Carlos Ramos
sonoplastia: Lander Patrick
animação digital: Web4Humans
gestão: [PI] Produções Independentes | Tânia M. Guerreiro
coprodução: Teatro Maria Matos e Centro Cultural Vila Flor
residências artísticas: O Espaço do Tempo, Alkantara (PT), Centro Cultural Vila Flor (PT), Centro de Experimentação Artística no Vale da Amoreira/Câmara Municipal da Moita, Artemrede/Projeto Odisseia (PT), DeVIR/CAPa (PT), Câmara Municipal de Lisboa/Polo Cultural | Gaivotas Boavista, PACT Zollverein (AL), Sín Culture Centre Budapeste (HU), Graner/Mercat de les Flors (ES), Nave (CL).
apoio à internacionalização: Fundação Calouste Gulbenkian
[PI] Produções Independentes é uma estrutura financiada pela República Portuguesa|Cultura/Direção-Geral das Artes
Jonas&Lander são Artistas Aerowaves 2017

Preçário

6€ a 12 • duração: 60 min  M/6

Biografias


Lander Patrick (Brasil, 1989)
Sofre de asma crónica desde que se mudou do Brasil para Portugal em 1989, ano em que nasceu. Foi federado em voleibol para rematar a doença, acabando por se formar em dança. A atribuição de dois prémios em coreografia - 1º prémio no Festival Koreografskih Minijatura (Sérvia) com a peça Noodles Never Break When Boiled (2012) e 2º prémio no No Ballet International Choreography Competition (Alemanha) com Cascas d’OvO (2013) - motivaram-no a persistir na criação coreográfica em vez trabalhar num call center. Cascas d’OvO valeu-lhe ainda a distinção como Aerowaves Priority Company 2014, tendo sido apresentada em Portugal, Itália, Suécia, França, Alemanha, Brasil, Espanha, Inglaterra, Polónia, Suíça, etc. Tem vindo a colaborar, por esse mundo fora, com pessoas que admira, tais como: Luís Guerra, Tomaz Simatovic, Marlene Monteiro Freitas, Margarida Bettencourt, André E. Teodósio, Jonas Lopes, entre outros. Vive em Lisboa numa autocaravana com o seu amor e acredita que o vegetarianismo contribuirá para uma prolongada existência do planeta.
 
Jonas Lopes (Lisboa, 1986)
Em 2002 inicia a sua formação artística na escola Chapitô. No decorrer do curso foi premiado com uma residência artística de composição musical em Itália e fez estágio profissional no Teatro São Luiz como interprete na peça Cabeças no Ar.
Em 2007 muda-se para Londres onde frequenta formação livre no Pineapple Dance Studios e Circus Space University. Curiosamente,  inicia na capital Londrina a sua carreira como fadista profissional. Em 2011 edita o álbum Fado Mutante distinguido com o prémio Carlos Paredes 2012.
Em 2010 entra na Escola Superior de Dança onde conhece o seu parceiro Lander Patrick. Os dois iniciam uma dupla profissional como cocriadores que se mantém até hoje. Fazem parte do seu repertório as peças Cascas d'Ovo (2013), Matilda Cartola (2014), Arrastão (2015) e Octopus Adorabilis a estrear em 2016. A dupla dirigiu ainda os projetos comunitários Playback no festival Materiais Diversos 2013, bem como a peça Caruma (2014) inserida no projecto Estufa-Plataforma Cultural.   
Jonas participou ainda nos projeto Dançando Com a Diferença e no Laboratório de criação da ACCCA - Companhia Clara Andermatt (2013) contexto de onde surge o solo Jacarandá posteriormente apresentado no festival Todos (2014). Ainda em 2013, trabalha com o coreógrafo e programador Tiago Guedes na peça Hoje; em 2014 participa no projecto Hortas, de Vera Mantero, com apresentação na Culturgest e em 2016 entra na peça Gala, de Jérôme Bel.  
 
Lewis Seivwright (1993)
Gillon é o seu nome do meio. Pronunciado como Dillon, mas com um G. Nasceu no norte da Escócia e ficou com ciúmes da irmã mais nova que tinha começado a fazer aulas de dança. Ainda com a tenra idade de 5 anos, iniciou as suas aulas de dança. Mais tarde, não tendo conseguido candidatar-se à universidade, foi estudar dança na Rambert School of Ballet and Contemporary Dance, onde se formou com um BA de 1 º Grau (Hons). Mudou-se então para a Alemanha e trabalhou no Staatstheater Mainz, onde trabalhou com Ohad Naharin, Guy Weizman, Roni Haver e Lander Patrick, entre muitos outros.
Decidiu que o mundo era demasiado grande para não ser descoberto e resolveu fazer uma viagem para o outro lado do mundo para procurar inspiração, estudando Yoga, entre outras coisas. Regressou à Alemanha 161 dias depois, a seguir ao seu encontro com Jonas Lopes e Lander Patrick, num estúdio, no Chile. A decisão de trabalhar como artista freelancer foi fácil – o desejo é o de trabalhar em projetos e criar o seu próprio trabalho, na esperança de viajar através da sua paixão e com pessoas inspiradoras.
Decidiu que o mundo era demasiado grande para não ser descoberto e resolveu fazer uma viagem para o outro lado do mundo para procurar inspiração, estudando Yoga, entre outras coisas. Regressou à Alemanha 161 dias depois, a seguir ao seu encontro com Jonas Lopes e Lander Patrick, num estúdio, no Chile. A decisão de trabalhar como artista freelancer foi fácil – o desejo é o de trabalhar em projetos e criar o seu próprio trabalho, na esperança de viajar através da sua paixão e com pessoas inspiradoras.

Carlos Ramos (Lisboa, 1971)
Têm o curso de luminotécnico (IFICT) e o curso de cinema, na área de produção (ESTC). Foi professor de Produção na Escola Superior de Dança/Instituto Politécnico de Lisboa entre 2007 e 2012. Como desenhador de luzes destaca o seu trabalho com Clara Andermatt, Francisco Camacho, Real Pelágio, Tiago Guedes, Vitor Rua, Miguel Pereira, Aldara Bizarro, Filipa Francisco, Rui Chafes, Raiz di Polon, Rita Natálio, Voz Humana, Teresa Silva, Elizabete Francisca, Duarte Barrilaro Ruas e Sublime Dance Company. É responsável pela direção técnica e operação de luz de vários espetáculos em digressão desde 1996, tendo trabalhado, entre outros, com Vera Mantero, Rui Catalão, Maria Emília Correia e John Romão. Integrou a direção técnica dos festivais Mergulho no Futuro/EXPO 98, PoNTI 2001/TNSJ, Festival Danças na Cidade/Alkantara (2002-2012) e Artemrede (2005-2008). É diretor técnico do Festival Materiais Diversos desde 2013 e do Festival Citemor desde 2008. Paralelamente, trabalha de forma pontual em produção e realização de cinema e publicidade.

Fotos

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Comentários

Sinopse

Jonas&Lander descobriram recentemente uma nova espécie de polvo. Ele é pequeno, e o seu aspeto inofensivo e frágil torna-o inevitavelmente empático. Aliás, a sua imagem é tão adorável que a ciência pondera chamar-lhe Octopus Adorabilis. Este nome, contraditório com o comportamento empírico da ciência, impulsionou Jonas&Lander a investigar a incoerência como génese do discurso humano e as tensões entre o rigor vs. escatologia encontrados na natureza. Pensando no polvo enquanto símbolo de multiplicidade, Jonas&Lander decidem criar uma dança-polvo com o objetivo de ingerir, digerir e regurgitar distintas referências culturais e naturais.
Possuindo um cérebro em cada tentáculo, Adorabilis trabalha o corpo, a luz e o som como elementos autónomos que afetam o comportamento e a reação dos intérpretes, tal como a fome, a temperatura ou o instinto sexual afetam as decisões dos animais. 
Adorabilis tem um olho gigante, é barulhento, as suas ventosas têm um poder de sucção invulgar e ao invés de tinta preta esguicha champanhe como estratégia de defesa. Ele dispõe de uma extraordinária capacidade de camuflagem, adquirindo a um ritmo alucinante várias formas que podem remeter a figuras de um quadro de Hieronymus Bosh.  Os Adorabilis são observados maioritariamente numa movimentação em uníssono rigoroso como estratégia de defesa (ou será de ataque?). 
Indivíduos que estiveram em contacto com Adorabilis no seu habitat natural relataram efeitos secundários de natureza existencial.

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Preço

Preçário

6€ a 12 • duração: 60 min  M/6

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