Maria Matos Teatro Municipal
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Terça-feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar

CLÁUDIA DIAS
Sala Principal com bancada
DANÇA
29 março a 2 abril → quarta a sábado: 21h30 domingo: 18h30

Quando era criança assistia fascinada, como muitas pessoas da minha geração, aos programas televisivos do Vasco Granja e ficava deliciada com aqueles desenhos animados que criavam mundos a partir de plasticina, cartolina ou de uma só linha. Cerca de trinta e tal anos depois convoco esse universo, nomeadamente o trabalho de Osvaldo Cavandoli, para esta segunda criação do projeto Sete Anos Sete Peças.
Tendo em conta que uma linha reta é a linha mais curta que se pode traçar entre dois pontos,este é o ponto de partida escolhido por mim e pelo Luca Bellezze para a criação de uma espécie de cartoon ao vivo urdido a partir de um fio. Numa lógica de frame a frame, vai sendo construída uma narrativa visual e sonora que retrata, de forma sintetizada, aspetos particulares da realidade contemporânea.
Num tempo em que as linhas divisórias, as fronteiras, as barreiras, as linhas da frente e de mira dos conflitos bélicos, as fileiras e as linhas de identificação do drama dos refugiados, as linhas de respeito dos limites marítimos das nações, as linhas duras das fações radicais de organizações políticas e religiosas estão na ordem do dia, pretendemos trabalhar (n)uma linha unificadora, capaz de juntar o que se encontra separado.

Cláudia Dias


sexta, 31 março →  conversa após o espetáculo 

Contrariamente ao anunciado, o jornalista José Goulão não poderá estar presente. A conversa será entre Shahd Wadi (representante da Missão Diplomática da Palestina em Portugal), Gustavo Carneiro (Conselho Português para a Paz e Cooperação) e Cláudia Dias, com moderação de Jorge Louraço Figueira (dramaturgo, professor na ESMAE). A conversa incidirá sobre a crise dos refugiados, puxando o fio à meada e procurando a origem dos factos, retrocedendo passo a passo pelos caminhos onde foram deixadas pegadas de refugiados políticos, económicos ou ambientais, até encontrar o desastre climático, a fome ou a guerra, e, na origem destes infernos, os pecados mortais cometidos a sul e a oriente da Europa por homens, europeus, brancos — quase todos, mas não só.


Ficha artística

conceito e direcção artística: Cláudia Dias Artista convidado: Luca Bellezze
texto: Cláudia Dias
intérpretes: Cláudia Dias e Luca Bellezze Olhar Crítico – Sete Anos Sete Peças: Jorge Louraço Figueira Cenografia e desenho de luz: Thomas Walgrave
assistência: Karas
animação: Bruno Canas
direção técnica: Nuno Borda De Água
produção: Alkantara
coprodução: Maria Matos Teatro Municipal; Teatro Municipal do Porto Residências Artísticas: Teatro Municipal do Porto/Teatro do Campo Alegre; O Espaço do Tempo; Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro – Casa Amarela
agradecimentos: Ângelo Alves, Anselmo Dias, Ilda Figueiredo, José Goulão, Jorge Cadima, Paulo Costa O projeto SETE ANOS SETE PEÇAS é apoiado pela Câmara Municipal de Almada
 
Alkantara – A.C. é uma estrutura financiada por: Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa

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Preçário

6€ a 12  duração: 60 min  M/6

Biografias

Cláudia Dias
Concepção e Direcção Artística
Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. É coreógrafa, performer e professora.
Concluiu o Mestrado em Artes Cénicas naFaculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa e formou-se em dança na Academia Almadense. Continuou os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, promovido pelo Fórum Dança.
Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o coletivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real.
Criou as peças One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade De Ter Vontade e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito. 
Actualmente desenvolve o projecto Sete Anos Sete Peças, um projecto de longa duração que pretende contrariar a ideia de um futuro precário ou ausente. No quadro deste projecto estreou em 2016 a peça “Segunda-Feira: Atenção à Direita.
Desenvolveu o projeto pedagógico Nesta Parte Esquinada da Península com os parceiros Azala, Muelle 3, La Fundición e o Festival BAD.
Lecciona, desde 2007, de forma regular, oficinas nas áreas da Composição Coreográfica e da Técnica de Composição em Tempo Real.
O seu trabalho como coreógrafa, performer e professora tem sido acolhido por várias estruturas, teatros e festivais nacionais e internacionais.


Luca Bellezze
Artista convidado para Terça-Feira
Após a licenciatura em Psicologia em 2003 (Bologna - IT), Luca Bellezze começou a tocar acordeão e trabalhar com fantoches e malabarismo. Na Itália, frequentou vários cursos: teatro social (Isole Comprese Teatro) , mimo (Bianca Francioni) e palhaço (Leo Bassi, Avner the Eccentric, Andrè Casaca, Philip Radice) . Continou a sua formação em várias escolas europeias, nas quais estudou circo (“Flic “ - Turim - IT, “Guzei “ - Moscovo - RU ) , teatro (“Atelier of Phisical Theater Philip Radice”- Turim - IT) e palhaço (“International Clown School” - Ibiza). Actualmente, estuda acordeão diatónico com Simone Bottasso e frequenta o “CLI“ (Utrecht - NL) e o Mod.AI Institute, em Turim (método de canto funcional). Trabalha como artista de rua e colabora regularmente com vários festivais internacionais, desde 2003.

Fotos

Vídeo



Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Comentários

Sinopse

Quando era criança assistia fascinada, como muitas pessoas da minha geração, aos programas televisivos do Vasco Granja e ficava deliciada com aqueles desenhos animados que criavam mundos a partir de plasticina, cartolina ou de uma só linha. Cerca de trinta e tal anos depois convoco esse universo, nomeadamente o trabalho de Osvaldo Cavandoli, para esta segunda criação do projeto Sete Anos Sete Peças.
Tendo em conta que uma linha reta é a linha mais curta que se pode traçar entre dois pontos,este é o ponto de partida escolhido por mim e pelo Luca Bellezze para a criação de uma espécie de cartoon ao vivo urdido a partir de um fio. Numa lógica de frame a frame, vai sendo construída uma narrativa visual e sonora que retrata, de forma sintetizada, aspetos particulares da realidade contemporânea.
Num tempo em que as linhas divisórias, as fronteiras, as barreiras, as linhas da frente e de mira dos conflitos bélicos, as fileiras e as linhas de identificação do drama dos refugiados, as linhas de respeito dos limites marítimos das nações, as linhas duras das fações radicais de organizações políticas e religiosas estão na ordem do dia, pretendemos trabalhar (n)uma linha unificadora, capaz de juntar o que se encontra separado.

Cláudia Dias


sexta, 31 março →  conversa após o espetáculo 

Contrariamente ao anunciado, o jornalista José Goulão não poderá estar presente. A conversa será entre Shahd Wadi (representante da Missão Diplomática da Palestina em Portugal), Gustavo Carneiro (Conselho Português para a Paz e Cooperação) e Cláudia Dias, com moderação de Jorge Louraço Figueira (dramaturgo, professor na ESMAE). A conversa incidirá sobre a crise dos refugiados, puxando o fio à meada e procurando a origem dos factos, retrocedendo passo a passo pelos caminhos onde foram deixadas pegadas de refugiados políticos, económicos ou ambientais, até encontrar o desastre climático, a fome ou a guerra, e, na origem destes infernos, os pecados mortais cometidos a sul e a oriente da Europa por homens, europeus, brancos — quase todos, mas não só.


Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Preço

Preçário

6€ a 12  duração: 60 min  M/6

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