Maria Matos Teatro Municipal
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Do sonho e da terra

AILTON KRENAK
Sala Principal
DEBATE E PENSAMENTO
6 maio 2017 → sábado: 18h30



Ailton Krenak nasceu em 1953, na região do vale do Rio Doce, território do povo Krenak, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração mineira que aí tem decorrido. Ativista do movimento socio-ambiental e de defesa dos direitos indígenas na Constituição de 1988, organizou a Aliança dos Povos da Floresta que reúne comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazónia. É um dos reconhecidos fundadores do movimento indígena no Brasil, promovendo ativamente a cultura e a defesa dos direitos dos Povos Indígenas através da sua organização Núcleo de Cultura Indígena.

Recuperando a sua cultura e os modos de fazer indígenas, que privilegiam a partilha de conhecimento pela oralidade, Krenak constrói pontos de entendimento entre diferentes perspetivas culturais. Nesta conferência, irá abordar o modo como as realidades vividas pelos povos indígenas se interlaçam com o universo do sonho ― essa “instituição comum”, onde os vivos se encontram, não só entre eles, mas também com os seus antepassados, onde se cruzam tempos e lugares.


O ciclo Questões indígenas: Ecologia, Terra e Saberes Ameríndios é uma apresentação no âmbito da rede Imagine 2020 com o apoio do Programa Europa Criativa da União Europeia



Passado e Presente - Um programa Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017

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(sujeita à lotação) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h • duração: 2h streaming acessível através do Facebook do Teatro Maria Matos a partir das 18h30

Biografias


Ailton Krenaké um militante indígena dos direitos humanos. Nasceu em 1953, no Vale do rio Doce, Minas Gerais, pertence à etnia Krenak. Com 17 anos Ailton migrou com seus parentes para o estado do Paraná. Alfabetizou-se aos 18 anos, tornando-se a seguir produtor gráfico e jornalista. Na década de 1980 dedicou-se exclusivamente à coordenação do movimento indígena. Em 1987, no contexto das discussões da Assembleia Constituinte, Ailton Krenak foi autor de um gesto político marcante, tendo pintado o rosto de preto com pasta de jenipapo, uma fruta tropical, durante o seu discurso no plenário do Congresso Nacional, em sinal de luto pelo retrocesso na tramitação dos direitos indígenas. Em 1988 participou na fundação da União das Nações Indígenas (UNI), um fórum intertribal interessado em estabelecer uma representação do movimento indígena em nível nacional, participando em 1989 no movimento Aliança dos Povos da Floresta, que reunia povos indígenas e seringueiros em torno da proposta da criação das reservas extractivistas, visando a proteção da floresta e da população nativa que nela vive. Nos últimos anos, Ailton regressou a Minas Gerais. Fundou e dirige no Núcleo de Cultura Indígena, dirige o Festival de Danças e Culturas Indígenas, na Serra do Cipó (MG). Concebeu, com Álvaro Tukano, o programa Moitará – Programa de Trocas Culturais, a decorrer no Memorial dos Povos Indígenas, na cidade de Brasília, uma série de atividades de divulgação, discussão e promoção da cultura indígena.

Recebeu o Prémio Onassis – Homem e Sociedade, da Fundação Aristóteles Onassis, Atenas-Grécia (1990), o Prémio Nacional de Direitos Humanos, Brasil (2005) e a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Brasil (2008). Foi apresentador da série de TV-Educativa Índios no Brasil (1998), da série para TV-Canal Futura Tarú Andé (2007) com temática indígena. É autor de diversos textos e artigos publicados em coletâneas e revistas acadêmicas no Brasil e no exterior. A história de Ailton “O Eterno Retorno do Encontro” foi publicada em Novaes, Adauto (org.), A Outra Margem do Ocidente, Minc-Funarte/Companhia Das Letras, 1999. Em 2015, 14 entrevistas dadas ao longo das últimas décadas foram publicadas em Ailton Krenak – Coleção Encontros, Ed. Azougue, 2015. Em Janeiro de 2016 recebeu diploma de “Professor Honoris Causa” pela Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF, onde Krenak leciona asdisciplinas"Cultura e História dos Povos Indígenas" e "Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais”.


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Sinopse



Ailton Krenak nasceu em 1953, na região do vale do Rio Doce, território do povo Krenak, um lugar cuja ecologia se encontra profundamente afetada pela atividade de extração mineira que aí tem decorrido. Ativista do movimento socio-ambiental e de defesa dos direitos indígenas na Constituição de 1988, organizou a Aliança dos Povos da Floresta que reúne comunidades ribeirinhas e indígenas na Amazónia. É um dos reconhecidos fundadores do movimento indígena no Brasil, promovendo ativamente a cultura e a defesa dos direitos dos Povos Indígenas através da sua organização Núcleo de Cultura Indígena.

Recuperando a sua cultura e os modos de fazer indígenas, que privilegiam a partilha de conhecimento pela oralidade, Krenak constrói pontos de entendimento entre diferentes perspetivas culturais. Nesta conferência, irá abordar o modo como as realidades vividas pelos povos indígenas se interlaçam com o universo do sonho ― essa “instituição comum”, onde os vivos se encontram, não só entre eles, mas também com os seus antepassados, onde se cruzam tempos e lugares.


Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Preço

(sujeita à lotação) mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15h • duração: 2h streaming acessível através do Facebook do Teatro Maria Matos a partir das 18h30

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