Maria Matos Teatro Municipal
A A
pt | en
 

Arquipélago Capital

DEBATE E PENSAMENTO
março e abril 2017

O neoliberalismo apresenta-se como o estado natural das coisas. É o sistema que se instala quando o governo deixa de intervir e o mercado se organiza livremente. Os neoliberais são realistas; os sonhadores são os outros. Não têm ilusões e sabem que o homem é intrinsecamente egoísta. Acreditam que a sociedade encontra espontaneamente o seu equilíbrio quando cada um faz por si próprio. Mas não é bem assim, diz o filósofo holandês Hans Achterhuis no seu livro A Utopia do Mercado Livre: o neoliberalismo reinante é a utopia mais influente das últimas décadas. Tal como o comunismo, é um sistema que se quer universal, baseado numa visão simplificada e altamente ideológica do mundo. 
Surgindo como a promessa de um mundo melhor, através da mão invisível que geriria a bondade de todas as iniciativas privadas para o bem comum, a economia e política do capitalismo neoliberal são forças imaginativas que se tornaram eficazes, se edificaram em sistema e se estenderam pelo mundo fora. No Arquipélago Capital, convidamos a olhar para até onde vai essa eficácia; o que provoca nalguns terrenos para os quais se tem estendido; que relação de parentesco mantém com o colonialismo; o que acontece quando deixamos nas mãos de privados um desígnio comum; se existe nesta forma de organizar o mundo e a economia, a possibilidade de reverter efetivamente para o bem comum as vantagens do crescimento que promove, desfazendo as desigualdades e os abusos de recursos que tem gerado. 


O ciclo UTOPIAS oferece um programa alargado que atravessa toda a temporada 2016-2017 do Teatro Maria Matos com espetáculos, instalações, palestras, encontros e eventos no espaço público, trazendo convidados que fazem do agir crítico e da imaginação política uma tarefa diária. As UTOPIAS da temporada estão organizadas em seis arquipélagos, seis territórios para conhecer possibilidades que estão já em curso, e de imaginar outras.

setembro → outubro 2016 
Arquipélago da Resiliência olhou para o regresso da imaginação política nos movimentos sociais que têm irrompido um pouco por todo o mundo nos últimos anos.

novembro → dezembro 2016 
Arquipélago das Diversidades partiu da crise dos refugiados para revisitar os problemas e as oportunidades da sociedade diversa.

janeiro → fevereiro 2017
Arquipélago Comum revisita os muitos projetos utópicos surgidos dos comunismos e anarquismos que nasceram no início do século XX.

março 2017
Arquipélago dos Afetos dá a palavra aos muitos que estão a repensar a política como uma atividade também afetiva.

março → abril 2017
Arquipélago Capital centra-se nas forças imaginativas e destrutivas do capitalismo.

maio → julho 2017 
Arquipélago Verde foca-se no imaginário utópico mais influente da atualidade, surgido da necessidade incontornável de manter o planeta viável.


Também poderá gostar

Biografias

Fotos

Vídeo

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Comentários

Sinopse

O neoliberalismo apresenta-se como o estado natural das coisas. É o sistema que se instala quando o governo deixa de intervir e o mercado se organiza livremente. Os neoliberais são realistas; os sonhadores são os outros. Não têm ilusões e sabem que o homem é intrinsecamente egoísta. Acreditam que a sociedade encontra espontaneamente o seu equilíbrio quando cada um faz por si próprio. Mas não é bem assim, diz o filósofo holandês Hans Achterhuis no seu livro A Utopia do Mercado Livre: o neoliberalismo reinante é a utopia mais influente das últimas décadas. Tal como o comunismo, é um sistema que se quer universal, baseado numa visão simplificada e altamente ideológica do mundo. 
Surgindo como a promessa de um mundo melhor, através da mão invisível que geriria a bondade de todas as iniciativas privadas para o bem comum, a economia e política do capitalismo neoliberal são forças imaginativas que se tornaram eficazes, se edificaram em sistema e se estenderam pelo mundo fora. No Arquipélago Capital, convidamos a olhar para até onde vai essa eficácia; o que provoca nalguns terrenos para os quais se tem estendido; que relação de parentesco mantém com o colonialismo; o que acontece quando deixamos nas mãos de privados um desígnio comum; se existe nesta forma de organizar o mundo e a economia, a possibilidade de reverter efetivamente para o bem comum as vantagens do crescimento que promove, desfazendo as desigualdades e os abusos de recursos que tem gerado. 


O ciclo UTOPIAS oferece um programa alargado que atravessa toda a temporada 2016-2017 do Teatro Maria Matos com espetáculos, instalações, palestras, encontros e eventos no espaço público, trazendo convidados que fazem do agir crítico e da imaginação política uma tarefa diária. As UTOPIAS da temporada estão organizadas em seis arquipélagos, seis territórios para conhecer possibilidades que estão já em curso, e de imaginar outras.

setembro → outubro 2016 
Arquipélago da Resiliência olhou para o regresso da imaginação política nos movimentos sociais que têm irrompido um pouco por todo o mundo nos últimos anos.

novembro → dezembro 2016 
Arquipélago das Diversidades partiu da crise dos refugiados para revisitar os problemas e as oportunidades da sociedade diversa.

janeiro → fevereiro 2017
Arquipélago Comum revisita os muitos projetos utópicos surgidos dos comunismos e anarquismos que nasceram no início do século XX.

março 2017
Arquipélago dos Afetos dá a palavra aos muitos que estão a repensar a política como uma atividade também afetiva.

março → abril 2017
Arquipélago Capital centra-se nas forças imaginativas e destrutivas do capitalismo.

maio → julho 2017 
Arquipélago Verde foca-se no imaginário utópico mais influente da atualidade, surgido da necessidade incontornável de manter o planeta viável.


Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Preço

Descontos

Comentários

s t q q s s d
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30