Maria Matos Teatro Municipal
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Bosch Beach

VASCO MENDONÇA, KRIS VERDONCK, DIMITRI VERHULST, LOD MUZIEKTHEATER E ORQUESTRA GULBENKIAN
Sala Principal
MÚSICA
20 e 21 outubro 2016 quinta e sexta → 21h30

Por ocasião do 500º aniversário da morte do pintor Hieronymus Bosch, o LOD muziektheater reúne o compositor Vasco Mendonça, o escritor Dimitri Verhulst e o encenador Kris Verdonck numa produção de teatro musical baseada na sua obra.
Em Bosch Beach, as distopias criadas por Bosch são tomadas como ponto de partida para olhar o mundo de hoje. Que aspeto teria agora o inferno? Na época de Bosch – contemporâneo de Thomas More – existia a noção do “Falso Paraíso”, um lugar idílico, que esconde uma realidade terrível. O que, à primeira vista, parece “o melhor dos mundos possíveis” torna-se, sob uma outra perspetiva, um inferno na terra. A praia de Bosch é uma praia do Mediterrâneo atual, como as esplêndidas praias de Lampedusa, onde os turistas nadam em águas azuis e tomam banhos de sol enquanto outras pessoas, refugiadas, vão dando à costa.

música: Vasco Mendonça
libretto: Dimitri Verhulst
encenação: Kris Verdonck
dramaturgia: Kristof Van Baarle
cantores: Rodrigo Ferreira (contratenor), Damien Pass (baritono), Marion Tassou (soprano)
maestro: Etienne Siebens
orquestra: Orquestra Gulbenkian; Elena Ryabova 1º solista (Violino 1), Jordi Rodriguez 1º solista (Violino 2); Lu Zheng 1º solista / Leonor Braga Santos 2º solista (Violas); Martin Henneken 1º solista / Raquel Reis 2º solista (Violoncelos); Manuel Rêgo  1º solista (Contrabaixo); Cristina Ánchel  1º solista (Flauta); Iva Barbosa 1º solista / Ricardo Alves  2º solista (Clarinetes); Stephen Mason 1º solista / David Burt 2º  solista (Trompetes); Rui Fernandes  1º solista (Trombone); Abel Cardoso  1º solista (Percussão)
orquestra criação: ASKO Schönberg; Mirjam Teepe (flauta, flautím, flauta alto, flauta de êmbolo), David Kweksilber (clarinete baixo), Erik van Deuren (clarinete baixo, clarinete contrabaixo), Eline Beumer (trompete, trompete piccolo, cornetim), Frank Braafhart (trompete, trompete piccolo, cornetim, didgeridoo), Arthur Kerklaan (trompete, trompete piccolo, cornetim, didgeridoo), Koen Kaptijn (trombone), Joey Marijs (percussão), Jeroen Geevers (percurssão), Joseph Puglia (violino), Jan Erik van Regteren Altena (violino), Bernadette Verhagen (violino), Asdis Valdimarsdóttir (viola), Rares Mihailescu (violoncelo), Marcus van den Munckhof (violoncelo), James Oesi (contrabaixo)
extras: Robbe Peeters, Simon Van Schuylenbergh, Astrid De Haes, Freek De Cracker
secretário: Wim Hoogewerf
coreografia: Marc Iglesias        
tutor de piano: Lies Colman
tradutor neerlandês-português: Arie Pos
adereços: Eefje Wijnings, Andrea Kränzlin
cenário: Kris Verdonck, Eefje Wijnings
construção do cenário: A Two Dogs Company
iluminação: Jan Van Gijsel                         
coordenação técnica: Jan Van Gijsel, Nic Roseeuw
técnicos: Bram De Cock, Diderik Suykens, Jan Van Gijsel, Chris Vanneste
diretora de produção: Isabel Vermeulen           
produção: LOD muziektheater
coprodução: Jheronimus Bosch 500 Foundation, A Two Dogs Company, Kaaitheater, Maria Matos Teatro Municipal, House on Fire, ASKO Schönberg, Concertgebouw Brugge, Fundaçao Calouste Gulbenkian, Theater Mousonturm Frankfurt
em colaboração com: Flanders e o programa “Holanda Convidado de Honra” na Feira do Livro de Frankfurt 2016, Klarafestival Brussel
crédito fotográfico: Museo Nacional del Prado 
 
em colaboração com Gulbenkian Música

Uma coprodução da rede House on Fire, com o apoio do Programa Cultura da União Europeia

Preçário

7,5€ a 15 ● M/16 ● duração: 80 minutos

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Biografias

Dimitri Verhulst (1972) escreveu a sua primeira recolha de contos, De Kamer Hiernaast [O quarto ao lado], em 1999, uma obra que foi imediatamente nomeada para o Prémio NCR. Dois anos depois, publicou a recolha de poesia Liefde, Tenzij Anders Vermeld [Amor, salvo indicação em contrário] e o romance Niets, Niemand en Redelijk Stil [Nada, ninguém e razoavelmente silencioso]. O seu talento multifacetado tornou-se mais óbvio quando publicou dois livros controversos e muito diferentes em 2006: Mevrouw Verona Daalt de Heuvel Af [A senhora Verona desce da colina], uma fábula terna sobre o amor, e De Helaasheid der Dingen [Os desafortunados], uma ode sensível e um ajuste de contas hilariante com a aldeia da sua juventude. Felix Van Groeningen fez um filme a partir de De Helaasheid der Dingen em 2009, que foi o concorrente belga aos Óscares em 2010. Em 2008, Verhulst foi galardoado com o Prémio Literário Libris por Godverdomse Dagen op een Godverdomse Bol [Malditos dias num maldito globo]. O júri descreveu o livro como “uma comédia sardónica em que o homem é o objeto direto e, ao mesmo tempo, um exercício de estilo sem precedentes.”

Vasco Mendonça (1977) é um compositor português. Estudou com Klaas de Vries na Holanda e com George Benjamin na Grã-Bretanha. Hoje em dia, o seu trabalho é interpretado por toda a Europa, e recebeu vários prémios internacionais (incluindo o ROLEX Mentor and Protégé Arts Initiative). O seu primeiro êxito internacional ocorreu há dois anos com a ópera The House Taken Over (2013), no Festival de Aix-en-Provence. Foi uma coprodução entre o festival e o LOD muziekthater (Gent). O espetáculo, baseado num conto de Julio Cortázar, é sobre um irmão e uma irmã que levam vidas completamente isoladas e de cuja casa se apoderam poderes sobrenaturais. A música evocativa e atmosférica, muitas vezes ameaçadora, funciona como catalisador para a história e mostra a grande afinidade do compositor com o drama musical. Mendonça também é capaz de escrever para vozes de um modo que é ao mesmo tempo entusiasmante e natural.

Kris Verdonck (1974) estudou artes visuais, arquitetura e teatro, e esta formação é manifesta no seu trabalho. As suas criações posicionam-se na zona de trânsito entre as artes visuais e o teatro, entre a instalação e a performance, entre a dança e a arquitetura. Enquanto alguém que faz teatro e é artista visual, tem atrás de si uma ampla variedade de projetos. Encenou produções teatrais e produziu diversas instalações, a.o. 5 (2003), Catching Whales Is Easy (2004), II (2005). Os primeiros STILLS, que consistiam em projeções gigantescas, foram encomendados por La Notte Bianca, em Roma. Em 2007, criou a instalação teatral I/II/III/IIII e, em 2008, END estreou no Kunstenfestivaldesarts em Bruxelas. Verdonck apresenta muitas vezes combinações de diferentes instalações/ performances como VARIATIONS.

Asko|Schönberg, destacado ensemble para nova música, interpreta música dos séculos XX e XXI numa variedade de contextos. A música que tocam vem não apenas de grandes nomes já estabelecidos como Andriessen, Gubaidulina, Boulez, Kurtág, Ligeti e Stockhausen, mas também inclui novos trabalhos da geração mais nova. E os fundadores da música do século XX também estão bem representados: de Weill a Schönberg e de Stravinsky a Messiaen. Dedicam especial atenção a relações e cooperações de longo-prazo com compositores maiores e importantes, bem como a obras desconhecidas e novíssimas de alta qualidade. Graças a estas muitas formas de colaboração intensiva, os músicos são altamente especializados em interpretar música nova. O ensemble tem um grande número de alianças ativas com companhias de teatro e de ópera, bem como com teatros de ópera, em que conseguem colocar na ribalta a versatilidade da paleta musical contemporânea.

Damien Pass chegou à Europa como solista do Atelier Lyrique na Opéra de Paris de 2009 a 2012, com quem cantou Lúcifer em La Resurrezione de Handel, Don Inigo em L’heure espagnole de Ravel, Frank Maurrant em Street Scene de Weill, Lucas em Les troqueurs de Dauvergne e o Marquese na Mirandolina de Martis. Com a Opéra de Paris, cantou Hermann em Les contes d’Hoffmann, Zuàne em La Gioconda, Zweiter Nazarener em Salomé, der Journalist em Lulu, e l’Ami em La chute de la maison Usher, de Debussy, na Opéra Bastille. Outras participações incluem: Golaud em Pelléas et Mélisande (Festival Les Journées de Ravel) e Barbe-bleue em Ariane et Barbe-bleue de Dukas (Opéra de Dijon). O baixo-barítono australiano formou-se na Yale School of Music e no Oberlin Conservatory, e recebeu vários prémios, incluindo o prémio lírico da AROP da Opéra de Paris em 2012, o primeiro prémio de canto no concurso internacional de canto-piano Lili and Nadia Boulanger em 2011 e, no mesmo ano, foi laureado do prémio HSBC do Festival de Aix-en-Provence.

Marion Tassou nasceu em Nantes e formou-se em 2008 pelo Conservatoire National Supérieur de Musique de Lyon. Interessa-se por todos os repertórios, do barroco à música contemporânea. No palco de ópera, participou em produções de Le Carnaval et la Folie de Destouches (Vénus), Orfeo ed Eurydice (Euridice), Don Giovanni (Zerlina), Die Zauberflöte (Pamina), Die verkaufte Braut (Marienka), La vie Parisienne (Pauline), Pierrot Lunaire de Schönberg e Dialogues des Carmélites (Blanche de La Force). Em 2013/14 foi membro da Académie da Opéra Comique em Paris. Os destaques no palco de ópera durante a época 2014/15 são Idomeneo (Ilia) em Montpellier e L’Autre hiver, uma estreia mundial de Dominique Pauwels em Mons. Subiu recentemente ao palco em concerto sob a batuta de François-Xavier Roth, Alexis Kossenko e Jean-Christophe Spinosi.

Rodrigo Ferreira fez formação no Advanced Programme for Young Vocalists em Paris, criado por Laurence Equilbey, antes de se especializar com Christine Patard. Depois de se tornar laureado HSBC da Academia Internacional do Festival Aix-en-Provence, foi o substituto para o papel de Aymar na produção de Oscar Bianchi e Joël Pommerat de Thanks to my eyes, e depois, em 2012, na produção Written on skin, de George Benjamin. Regressou ao Festival de Aix-en-Provence em 2013 para interpretar Peritoo na Elena de Cavalli, regida por Leonardo García Alarcón. Durante a época 2012-13, criou dois papéis: o papel que dá o título à ópera Re Orso de Marco Stroppa, com o Ensemble Intercontemporain, regida por Susanna Mälkki e encenada por Richard Brunel na Opéra Comique em Paris, e o papel de Albin no Claude de Thierry Escaich e Robert Badinter, Opéra de Lyon, regida por Jérémie Rhorer e encenada por Olivier Py. Desde 2006, tem participado em numerosos espetáculos de dança e teatro com artistas como Eric Durand e a sua companhia Le Théâtre Décomposé, Tatiana Julien e a sua companhia C’Interscribo e, mais recentemente, com o coreógrafo Robyn Orlin.

LOD muziektheater é uma companhia de produção de ópera e teatro musical sediada em Gent, uma base para criadores nas artes performativas. Está empenhada em mapear trajetórias de longo-prazo: com compositores como Kris Defoort, Vasco Mendonça e Thomas Smetryns, e com os encenadores Josse De Pauw e Inne Goris. Além disso, mantemo-nos abertos àqueles que – sempre de forma surpreendente, mas nunca por acaso – se cruzam no nosso percurso artístico. A nossa companhia pretende ser uma plataforma abrangente para estes artistas, e oferecer-lhes os recursos para desenvolverem as suas ideias. Há já 25 anos que começámos a criar produções que com frequência acabam por ditar tendências para a cena da ópera e do teatro musical contemporâneos. Os resultados destas parcerias artísticas não são fáceis de categorizar, e produzem uma impressão duradoura. LOD concentra-se resolutamente naquilo que está para vir, entre outras coisas através da nossa dedicação aos jovens talentos. Estamos a trabalhar no futuro do teatro musical através da European Network of Opera Academies (enoa). LOD muziektheater, uma companhia internacional de produção e um lugar de criação – uma perspectiva sobre o mundo. Feita em Gent.

A Orquestra Gulbenkian foi fundada em 1962. Inicialmente constituída por 12 músicos, conta hoje com um efetivo de sessenta e seis instrumentistas, número que pode ser aumentado de acordo com os programas executados. Esta constituição permite-lhe tocar um amplo repertório, desde o Classicismo à Música Contemporânea. Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza no Grande Auditório uma série regular de concertos, colaborando com alguns dos mais reputados maestros e intérpretes. Ao longo de mais de cinquenta anos distinguiu-se também em muitas das principais salas de concertos do mundo e gravou vários discos que receberam importantes prémios internacionais. Susanna Mälkki é Maestrina Convidada Principal e Joana Carneiro e Pedro Neves são Maestros Convidados. Claudio Scimone, titular entre 1979 e 1986, é Maestro Honorário, e Lawrence Foster, titular entre 2002 e 2013, foi nomeado Maestro Emérito.

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Sinopse

Por ocasião do 500º aniversário da morte do pintor Hieronymus Bosch, o LOD muziektheater reúne o compositor Vasco Mendonça, o escritor Dimitri Verhulst e o encenador Kris Verdonck numa produção de teatro musical baseada na sua obra.
Em Bosch Beach, as distopias criadas por Bosch são tomadas como ponto de partida para olhar o mundo de hoje. Que aspeto teria agora o inferno? Na época de Bosch – contemporâneo de Thomas More – existia a noção do “Falso Paraíso”, um lugar idílico, que esconde uma realidade terrível. O que, à primeira vista, parece “o melhor dos mundos possíveis” torna-se, sob uma outra perspetiva, um inferno na terra. A praia de Bosch é uma praia do Mediterrâneo atual, como as esplêndidas praias de Lampedusa, onde os turistas nadam em águas azuis e tomam banhos de sol enquanto outras pessoas, refugiadas, vão dando à costa.

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

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7,5€ a 15 ● M/16 ● duração: 80 minutos

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