Joana SáThrough this looking glass
Sala Principal com bancada | M/3
MÚSICA
sexta 30 setembro 22h00
"Entre a erudita contemporânea e a orgânica própria do jazz, o novo projeto de Joana Sá brilha intenso." O mundo onírico e fantasioso da personagem Alice de Lewis Carroll ainda não deixou de contaminar leitores e artistas desde que foi editado na segunda metade do século XIX, em especial após Alice do Outro Lado do Espelho, onde vemos uma imaginação fervorosa e um reinado do absurdo tomar conta dos seus estranhos personagens. E foi deste território de impossibilidades, onde os opostos se tornam a referência e o tempo perde as suas leis, que Joana Sá retirou inspiração para a sua primeira obra editada. O disco/filme Through this looking glass, lançado em março deste ano na editora alemã Blinker – Marke für Rezentes, espanta-nos pela dimensão da aventura, técnica e multidisciplinarmente irrepreensível, pouco normal para quem entra no mercado discográfico pela primeira vez. Dividida em duas partes —13 mini(cre)atures for robert schumann e liberdade é pouco. o que desejo ainda não tem nome —, é uma obra fundamentalmente composta para piano preparado, mas ganha companhia, cor e calor com a introdução parasitária de eletrónica ou objetos, acabando por se materializar com recurso a uma dramaturgia cénica e performativa visualmente hipnotizante, fruto de um extenso e apurado trabalho colaborativo — de onde se destaca um notável trabalho vídeo de Daniel Neves. Tal como nas aventuras da Alice, há um percurso que começa e acaba no piano, mas, como se fosse fruto da imaginação de Carroll, o solene instrumento existe muito além dos seus pedais e teclas convencionais, servindo de refúgio e descoberta permanente. À semelhança de Alice, que rejeitou a realidade entrando na sua imaginação através do espelho, para Joana Sá o piano é o seu reflexo, a porta para o seu mundo. Restar-nos-á segui-la, num concerto que será uma aventura de imagens e de muitas histórias.
música, conceito e performance Joana Sá vídeo Daniel Neves desenho de luz Daniel Neves e Tela Negra cenografia Daniel Neves, Pedro Diniz Reis e Joana Sá mobile Rita Sá operação de iluminação Nuno Salsinha pela Tela Negra operação de som Ângelo Lourenço
Preço 12€ / Com desconto 6€
BiografiasJoana Sá é pianista, improvisadora e compositora, desenvolve o seu trabalho nas áreas da Música Nova e música contemporânea. Tem o curso superior de piano com os professores e pianistas Caio Pagano e Paulo Álvares, tendo estudado em Lisboa, Paris, Castelo Branco e Colónia. Recebeu recentemente a bolsa INOV-ART e uma menção honrosa da Bolsa Ernesto de Sousa (2010). Tem-se apresentado em concerto no âmbito de diversos festivais nacionais e internacionais, entre outros: Festival Música Viva (PT), Forum Neue Musik (DE), Ring Ring Festival (SER), Festival Jazz Cerkno (SL) e em salas como CCB, Casa da Música, Culturgest, Kunst Station Sankt Peter (DE), Studium MusikFabrik (DE). É membro do grupo POWERTRIO (com Luís José Martins e Eduardo Raon), Máquina Lírica (com Marco Franco) e colabora muito frequentemente com a artista plástica Rita Sá, destacando-se desta colaboração instalações apresentadas na Gallery of Visual Arts, 255 Canal (Nova Iorque), Siggraph Asia (Yokohama).
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ComentáriosSinopse"Entre a erudita contemporânea e a orgânica própria do jazz, o novo projeto de Joana Sá brilha intenso." O mundo onírico e fantasioso da personagem Alice de Lewis Carroll ainda não deixou de contaminar leitores e artistas desde que foi editado na segunda metade do século XIX, em especial após Alice do Outro Lado do Espelho, onde vemos uma imaginação fervorosa e um reinado do absurdo tomar conta dos seus estranhos personagens. E foi deste território de impossibilidades, onde os opostos se tornam a referência e o tempo perde as suas leis, que Joana Sá retirou inspiração para a sua primeira obra editada. O disco/filme Through this looking glass, lançado em março deste ano na editora alemã Blinker – Marke für Rezentes, espanta-nos pela dimensão da aventura, técnica e multidisciplinarmente irrepreensível, pouco normal para quem entra no mercado discográfico pela primeira vez. Dividida em duas partes —13 mini(cre)atures for robert schumann e liberdade é pouco. o que desejo ainda não tem nome —, é uma obra fundamentalmente composta para piano preparado, mas ganha companhia, cor e calor com a introdução parasitária de eletrónica ou objetos, acabando por se materializar com recurso a uma dramaturgia cénica e performativa visualmente hipnotizante, fruto de um extenso e apurado trabalho colaborativo — de onde se destaca um notável trabalho vídeo de Daniel Neves. Tal como nas aventuras da Alice, há um percurso que começa e acaba no piano, mas, como se fosse fruto da imaginação de Carroll, o solene instrumento existe muito além dos seus pedais e teclas convencionais, servindo de refúgio e descoberta permanente. À semelhança de Alice, que rejeitou a realidade entrando na sua imaginação através do espelho, para Joana Sá o piano é o seu reflexo, a porta para o seu mundo. Restar-nos-á segui-la, num concerto que será uma aventura de imagens e de muitas histórias. Críticas e antecipaçõesPreço
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