Maria Matos Teatro Municipal
 


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Seis peças biográficas

Maria Gil / Raquel Castro / MESA / Rita Natálio / Sofia Dinger / HÁ.QUE.DIZÊ-LO
TEATRO
sexta 25 a terça 29 Março | sexta a sábado 21h30 domingo 16h00
TEATRO TURIM

Bilheteira Online

Apresentado no Teatro Turim - Estrada de Benfica, n.º 723 A (em frente à Igreja de Benfica)

25 e 28 Março 21h30

Procura Por Mim Neste Diário O Resto Não Vale Nada de Maria Gil
sobre quatro pés, um plano horizontal de MESA
Os Dias são Connosco de Raquel Castro

26 e 29 Março 21h30

Não entendo e tenho medo de entender, o mundo assusta-me com os seus planetas e baratas de Rita Natálio
Nothing's ever yours to keep de Sofia Dinger
340. Super-homem e dois kryptonites wannabe. de HÁ.QUE.DIZÊ-LO

27 Março 16h00

Sessão Especial Dia Mundial do Teatro Maratona apresentação das seis peças biográficas

Há biografias literárias, autobiografias políticas, biopics sobre celebridades, biografias históricas e até um canal televisivo exclusivamente dedicado à biografia, mas raramente se fala sobre a biografia nas artes do espectáculo. No entanto, a utilização de materiais (auto)biográficos é corrente no teatro e muitos são os criadores que se apropriam do género e o adaptam para o palco.

De Dezembro de 2010 a Março de 2011, o Teatro Maria Matos organiza um laboratório de criação para seis projectos de criadores emergentes, culminando na criação de seis peças (auto)biográficas, com duração máxima de 30 minutos. Os participantes são acompanhados pelo criador Rui Catalão ao longo dos seus processos de criação e têm encontros de trabalho e oficinas com Nature Theater of Oklahoma, Nelson Guerreiro, Maria Antónia Oliveira, Xavier Le Roy e Mark Deputter. As seis criações resultantes deste processo partilhado são apresentadas em cinco noites consecutivas no Teatro Turim.

Procura Por Mim Neste Diário O Resto Não Vale Nada
Maria Gil

sexta 25, domingo 27 e segunda 28 de Março

Eunice de Souza nasceu em Goa e actualmente reside em Bombaim onde ensina e escreve. Apesar de ser considerada por alguns como uma das vozes mais originais da poesia indiana é também bastante criticada por escrever em inglês, dizem que a sua poesia não é suficientemente indiana. Maria Gil nasceu em Lisboa num bairro onde as ruas têm nomes de rios e embora nunca tenha vivido em Goa ou na Índia, passou a infância com uma avó goesa entre pratos de caril e vestidos coloridos feitos à medida. Procura Por Mim Neste Diário O Resto Não Vale Nada é uma tentativa de aproximação pessoal ao universo desta poetisa indiana e o resultado do cruzamento de duas narrativas, de duas histórias de vida que giram à volta de uma ideia de Índia e que questionam noções de identidade, multiculturalidade e autenticidade. O que é que faz com que pertençamos a um determinado lugar ou país? Porque é que escolhemos guardar certas memórias e rejeitamos outras? Nesta peça curta há papagaios, há roupa em segunda mão, há máquinas de escrever, há microbiografias e há casas que ficam na praia. Estamos tão longe da Índia, já repararam nisso?

direcção de Maria Gil equipa de criadores Maria Gil (interpretação e dramaturgia), Isaac Pereira (fotografia e dramaturgia), Pedro Silva (cenografia), Catarina Varatojo (figurinos) assistência ao projecto Tânia Rodrigo

Os Dias são Connosco *
Raquel Castro

sexta 25, domingo 27 e segunda 28 de Março

Meu amor, que dia interminável, que ao acabar prenuncia já um outro que se avizinha. Tenho que ir dormir, antes que o sol apareça e eu ainda esteja cansado. A cozinha continua cheia de formigas. Se a teoria budista da reencarnação for verdade posso ser acusado de genocídio. Antes de dormir penso, se quando sonhamos que estamos a dormir será que também sonhamos dentro do sonho? Às vezes enquanto tu dormes, movo-me no silêncio dos teus sonhos sussurrando-te amor ao ouvido, sempre à espera da manhã em que a única obrigação seja amar. A Patanisca está melhor e comeu uma tigela inteira de sopa. Quando chegares confirma se não tem cocó.
p.s - Há empadão no micro-ondas.

 

* Título retirado da crónica Ainda Ontem de Miguel Esteves Cardoso, Jornal Público 12/08/2009

criação e interpretação Raquel Castro assistência à dramaturgia Pedro C. Gil música Afonso Lagarto agradecimentos Joana Bértholo, Ana Limpinho, Marta Branquinho, Mariana da Silva apoios Liberdade Provisória

 

sobre quatro pés, um plano horizontal
MESA

sexta 25, domingo 27 e segunda 28 de Março

O nosso começo será aqui. O nosso fim ainda não o podemos saber.
Cada minuto da nossa vida, em interacção com o mundo vai deixando pequenos dados aqui e ali. Esses dados podem ser entendidos como marcos, que contém informações de início ou de fim de uma actividade. Correlacionando os dados fazemos um desenho de um indivíduo.

criação MESA (Projecto de Investigação Artística) com Andrea Brandão, Ana Eliseu, Gonçalo Alegria e Urândia Aragão apoios Atelier RE.AL e Forum Dança residência artística Atelier RE.AL agradecimentos Tiago Gandra, Carlos Oliveira, David Leitão, João Ferro Martins, Sofia Dinger, Hugo Palma, Rui Aleixo, Laura Lopes, Rui Catalão, Mark Deputter e Xavier Le Roy

 

Não entendo e tenho medo de entender, o mundo assusta-me com os seus planetas e baratas
Rita Natálio

sábado 26, domingo 27 e terça 29 de Março

 

Não entendo e tenho medo de entender, o mundo assusta-me com os seus planetas e baratas é um projecto em construção em torno da figura do “retrato falado” e que parte da apropriação e transformação de fontes sonoras, visuais e literárias para a construção de uma série que indaga a própria noção de retrato falado como quadro ou enquadramento do outro. Nesta sequência cada retrato é um capítulo inseparável da história maior de que faz parte.

O RETRATO FALADO #5 [Retrato Por confissão] que apresentamos nestes Laboratórios de Criação é o quinto desta série. Neste capítulo Francisca Santos, performer e “impersonificadora” de todos os retratos que constituem a peça total, oferece-nos um monólogo dos bastidores da sua relação com Rita, simultaneamente autora da peça e palavra de código para muitas outras coisas. Este monólogo parte do cruzamento de duas obras incontornáveis da escritora Clarice Lispector - Paixão Segundo G.H e Sopro de vida.

um projecto de Rita Natálio interpretação e co-criação Elizabete Francisca dramaturgia Rita Natálio fontes textuais Clarice Lispector, Ervin Gauffman, Gertrude Stein, John Giorno fontes audiovisuais Caetano Veloso, Chantal Ackerman, Lady Gaga, Herz Frank, Marina Abramovic, Suely Rolnik direcção técnica Carlos Ramos figurinos António MV apoio de estúdio RE.AL, O Rumo do Fumo agradecimentos Rui Catalão, Antonia Buresi. Catarina Saraiva, Paloma Calle. Este projecto foi iniciado no âmbito de Línea de Fuga, uma proposta de Catarina Saraiva para o Máster en Práticas Escénicas da Universidad de Alcalá http://lineafuga.wordpress.com

 

Nothing's ever yours to keep
Sofia Dinger

sábado 26, domingo 27 e terça 29 de Março

Adoro versos. Césariny escreveu este: “Uma canção para te ouvir chegar.”
Entre nós, pensei-o ao contrário. Acho que a tendência trágica vem comigo desde o berço.
Ele diz “A piada é essa, porque ensinar afinado, isso toda a gente faz.” E rimos sem saber se será mesmo assim. Eu pergunto : “É mais fácil com ele ou sem ele?” Ele desafina, o Tom Waits não se zanga e eu repito outra vez que aquela é uma música bonita.



340. Super-homem e dois kryptonites wannabe.
HÁ.QUE.DIZÊ-LO

sábado 26, domingo 27 e terça 29 de Março

Desde pequenos que acumulamos. Que procuramos formas de perpetuar momentos, não nos desfazemos de objectos, minúsculas coisas, pormenores das nossas biografias, lixo, inutilidades para outros, coisas às quais continuamos a reconhecer uma funcionalidade, mesmo que apenas a sua impossibilidade de não-significação. Na verdade, temos dificuldade em lidar com o fim, com a ausência. Temos medo de cortar com memórias. E um dia começámos a acumular as memórias dos outros, a arrastá-las, a amontoá-las.

Preço

Preço único por dia 6€ 

Biografias

 

MARIA GIL (Lisboa, 1978) É licenciada em Formação de Actores/Encenadores pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (2003) e tem um mestrado em Intimidade e Performances Autobiográficas pelo Departamento de Estudos de Teatro, Cinema e Televisão da Universidade de Glasgow (2009). Fundadora e directora artística do Teatro do Silêncio e da Editora Elefante Azul Clarinho.

RAQUEL CASTRO Licenciada em Teatro - formação de actores pela Escola Superior de Teatro e Cinema (2005/2008). Fez o curso pós-laboral de expressão dramática do Chapitô (1999/2004). Em teatro trabalhou com Bruno Schiappa, Ricardo Gageiro, Pedro C.Gil, Gonçalo Amorim, Tiago Rodrigues e Mónica Calle. Em cinema trabalhou com João Mário Grilo e Maria Pinto. É licenciada em Enfermagem, profissão que exerceu na área da Psiquiatria (2004/2007). Foi voluntária no Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos, sob a direcção de João Silva.(2002/2003).

MESA

Ana Eliseu Formada em Ciências da Comunicação, Curso Avançado de Artes Plásticas no Ar.Co. Curso de Realização Cinematográfica pela dffb no PGCCA. Realizou, entre outras, as curtas Sobe, adensa, esgarça, desce – com Mathilde Neves, (Indie 2007), Luís e o jardim que ficou para trás (2007) e História do Cinema – com Joana Frazão ( Viennale 2010). Fez workshops de Dança no Cem, entre os quais, o de Physical Theater com António Taglierini (1999) e Action Theater com Sidsel Pape (1999) e participou no workshop/espectáculo Inferno de Mónica Calle (2010). Participou no Pátio, projecto de Thierry Simões na Fábrica da Pólvora,( 2007), Pôr a par, Espaço Avenida (2008). Desenvolve trabalho na área do desenho e do cinema. O seu trabalho explora a ideia de fragmento.

Andrea Brandão Desenvolve trabalho na área do desenho, performance, instalação e intervenção artística. Licenciou-se em Design industrial, estudou Artes plásticas no Ar.Co e dança/composição em diversos workshops. Em particular, a bolsa danceWeb Europe no âmbito do Festival Impusltanz e as residências de investigação “Case Study”(atelier Re.al) com João Fiadeiro. Como intérprete participa em Trio Multiplicado, T.Guedes, Sexy MF, A.Borralho e J.Galante, Monster, de Carlota Lagido. Participou em várias exposições colectivas/ festivais em Portugal e no estrangeiro. Nomeadamete na mostra Anteciparte09 (PT) e no Reheat festival (VIE). O seu trabalho explora uma noção de «processo», procurando testar os limites de definição e de materialização da obra.

 

Gonçalo Nuno Pinto Basto Alegria Mais recentemente e a longo prazo prevê: Continuar a estudar a interpretação do que vê, desenvolver conhecimentos nas áreas da interacção e Physical Computing, estudo da semiótica, estudo de música aplicada ao sentido e significado, desenhar mais, trabalhar mais imagens em movimento (...) ser menos mas melhor geek. Construir uma família. Isto no espaço dos próximos 10 anos. Participou no Projecto EVA, CPAI+Escolhas onde co-realizou com Raquel André, e montou o filme “Picheleira 1”, para The Screening Cabinet de Miguelangelo Veiga criou URSO (trabalho de vídeo s/ uma biografia disfarçada). Trabalhou entre outros com Sílvia Pinto Coelho, João Pedro Vaz, SubUrbe, Teatro Praga, Ninho de Víboras, Teatro Meridional. Fez captação e montagem de som para cinema. Trabalha em teatro desde 1999. Autodidacta, estudou música com Walter Lopes, José Eduardo, Mário Delgado. Improvisou muito. Findou: Foi Professor de Som e de Luz na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo. Frequentou o Curso de Artes da Performance Interdisciplinares e Tecnológicas, Programa Gulbenkian Criatividade. A decorrer: membro fundador do Teatro do Vestido, trabalha em várias áreas: Música, Performance, Encenação, Desenho de som, luz, vídeo, Construção de objectos, Design.

 

Ura Licenciou-se em Design e Tecnologias Gráficas pela ESAD-Caldas da Rainha e concluiu o Mestrado em Desenho de Interfaces Multimedia, na ELISAVA-Barcelona. O seu percurso esteve frequentemente ligado ao design, às artes visuais e à cibercultura, desenvolvendo projectos de vídeo, instalação, direcção de arte e desenho de interfaces. Actualmente a colaborar no Projecto "TKB - A Transmedia Knowledge Base for Contemporary Dance" com uma bolsa de investigação para a criação de sistemas de anotação de vídeo e documentação aplicados ao domínio da dança (2010). Em 2007, iniciou a formação em Dança Contemporânea, Pesquisa Teatral e Composição Coreográfica. Iniciando o seu percurso interdisciplinar na Dança. Actualmente a frequentar o PEPCC-Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica ministrado pelo Forum Dança (2010-12). Participou como Intérprete no Monster, de Carlota Lagido e One-More-Ti-me, de Martine Pisani. Projectos: Inter.face (2009), O Tempo das Coisas (2010), actualmente em co-criação com Cátia Leitão e tutória de Cláudia Dias. Dos profissionais com quem aprendeu destaca a formação com Fernando Poeiras, Hye Young Yu, Federico Joselevich, Konic thtr, Platoniq, José Luis de Vicente, Mário Belém, Sílvia Real, Ana Santos, Carlota Lagido, Martine Pisani e Theo Kooijman, João Fiadeiro, Madalena Victorino e Luïc Touzé.

 

RITA NATÁLIO Nasci em Lisboa em 1983. A minha actividade principal tem-se centrado na área da dramaturgia, da escrita de ficção e da criação de espectáculos. Colaborei com vários artistas, entre eles João Fiadeiro, Vera Mantero e Cláudia Dias.  Trabalhei com a estrutura RE.AL na coordenação e acompanhamento de projectos de investigação e  pontualmente como professora no PEPCC (Fórum Dança).  Desde 2008, desenvolvo o meu próprio trabalho. Dirigi “Nada do que dissemos até agora teve a ver comigo” com estreia na Fundação de Serralves e encontro-me actualmente a desenvolver uma peça de grupo em colaboração com Luciana Fina.

 

SOFIA DINGER Nasci em Arouca. Aos dez anos, fui viver para o Porto. Aos vinte anos, vim viver para Lisboa. Aos vinte e cinco, vivi em São Paulo. E, agora, estou em Lisboa outra vez. Sou actriz de formação (cursos da A.C.E. e da E.S.T.C.) e agora começo a criar os meus primeiros e pequenos trabalhos a solo. Desde que “terminei” a Escola, tenho procurado continuar a formar-me, encontrando novas possibilidades em pessoas como Mónica Calle, João Fiadeiro, Carlota Lagido, Ângela Schanelec, Olga Mesa, Beatriz Batarda, Thomas Richards ou Miguel Loureiro... Colaborei em projectos de Dinis Machado e do colectivo Há.que.dize.lo. No ano que passou, estive em cena com a peça “Noites Brancas”, encenada por Francisco Salgado, criei o meu primeiro solo “Nothing´s ever yours to keep” (apresentado no Festival 1ºAndar, organizado pela Quarta Parede) e participei no espectáculo “Inferno” de Mónica Calle.

 

HÁ.QUE.DIZÊ-LO

 

Catarina dos Santos. Nasce em 1980. É licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Trabalha regularmente com a Companhia de Teatro Casa Conveniente, dirigida pela actriz, encenadora Mónica Calle. Trabalhou também, como produtora executiva com o actor profissional Dinis Machado e com Miguel Moreira no Teatro Útero. Entre 2006 e 2008 trabalhou como produtora e assistente técnica na companhia de teatro profissional Teatro do Vestido, dirigida por Joana Craveiro. Fundou a Associação Cultural Há.Que.Dizê.Lo, onde desenvolve um trabalho como actriz e produtora.

 

Lydie Bárbara nasceu em França em 1983. Licenciou-se em Audiovisual e Multimédia na Escola Superior de Comunicação Social. Colabora actualmente com a produtora de cinema BlackMaria. A sua formação teatral e performativa começou no 2ºa Circular Tearte com Pedro Górgia, Ricardo Gageiro e Joana Craveiro. Fundou o Há.Que.dizê.Lo e aprofundou conhecimentos com criadores nacionais como Miguel Moreira, Susana Vidal, Mónica Calle, Cláudia Dias e internacionais como a companhia francesa "L'éléphant Vert", ou a brasileira "Centro Teatral Ect e Tal”. Em cinema teve formação em Cinema Documental. Como assistente de realização e chefe/assistente de produção colaborou com os realizadores Marco Martins, Leonel Vieira, Mário Barroso, Pedro Palma, João Figueiras, Pedro Caldas, João Pedro Rodrigues e o artista João Tabarra. No Há.Que.Dizê.Lo, o vídeo é o seu suporte criativo de eleição.

 

Rodolfo Teixeira nasceu em 1984, em Lisboa. Licenciado em Publicidade e Marketing, ganha a vida como copywriter. É elemento fundador da companhia Há.Que.Dizê.Lo. Recentemente colaborou como actor com o Teatro Praga, em “Oil Ain’t All, J.R.” e “Sonho de uma Noite de Verão”. Da sua formação artística destaca ainda os nomes Miguel Moreira (Útero) e Joana Craveiro (Teatro do Vestido). Tem formação em Manipulação de Imagem em Tempo Real (Valise D’Images), Escrita de Argumento de Ficção (Possidónio Cachapa) e Elaboração

de Projectos Artísticos (Alkantara).

Patrícia Couveiro nasceu em Lisboa em 1982. Formada em Publicidade e Marketing pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa (ESCS), é criativa publicitária na agência de publicidade TBWA Lisboa desde 2005. A sua formação teatral e performativa começou no 2º a Circular Tearte (grupo de teatro da ESCS) com Pedro Górgia, Ricardo Gageiro e Joana Craveiro. Desde a fundação do Há.Que.dizê.Lo, teve a oportunidade de aprofundar conhecimentos com alguns criadores nacionais como Miguel Moreira e Susana Vidal. É no Há.Que.dizê.Lo que Patrícia tem explorado os seus pressupostos artísticos com, especial destaque para Rir tendo Consciência da Tragédia e Os Jovens Russos Falam de problemas Eternos. Paralelamente, tem experiência em realização, guionismo e captação e edição de imagem vídeo e, durante 1 ano, estudou cinema de animação. Actualmente, tem formação em canto e técnica vocal.

 

Tiago Vieira Licenciado em Teatro no ramo de Actor pela Escola Superior de Teatro e Cinema, onde teve a oportunidade de trabalhar com vários professores tais como: Francisco Salgado, Sílvia Real, João Brites, Luca Aprae, Álvaro Correia entre outros. Ao longo dos anos tem realizado vários workshops com profissionais como: Teatro Praga, Cláudia Dias, Miguel Loureiro, Olga Mesa, Vera Mantero, Susana Vidal, Carlota Lagido, Meg Stuart. Membro fundador da companhia Há.Que.Dize.Lo, participou em todos os espectáculos produzidos pela companhia. Há quatro anos que dirige um grupo de Teatro Universitário e desenvolve um trabalho com crianças do Bairro Social da Quinta da Cabrinha. Em 2010 participou no espectáculo Ginjal ou o Sonho das Cerejas com encenação de Mónica Calle.


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Multimedia

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

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Sinopse

Bilheteira Online

Apresentado no Teatro Turim - Estrada de Benfica, n.º 723 A (em frente à Igreja de Benfica)

25 e 28 Março 21h30

Procura Por Mim Neste Diário O Resto Não Vale Nada de Maria Gil
sobre quatro pés, um plano horizontal de MESA
Os Dias são Connosco de Raquel Castro

26 e 29 Março 21h30

Não entendo e tenho medo de entender, o mundo assusta-me com os seus planetas e baratas de Rita Natálio
Nothing's ever yours to keep de Sofia Dinger
340. Super-homem e dois kryptonites wannabe. de HÁ.QUE.DIZÊ-LO

27 Março 16h00

Sessão Especial Dia Mundial do Teatro Maratona apresentação das seis peças biográficas

Há biografias literárias, autobiografias políticas, biopics sobre celebridades, biografias históricas e até um canal televisivo exclusivamente dedicado à biografia, mas raramente se fala sobre a biografia nas artes do espectáculo. No entanto, a utilização de materiais (auto)biográficos é corrente no teatro e muitos são os criadores que se apropriam do género e o adaptam para o palco.

De Dezembro de 2010 a Março de 2011, o Teatro Maria Matos organiza um laboratório de criação para seis projectos de criadores emergentes, culminando na criação de seis peças (auto)biográficas, com duração máxima de 30 minutos. Os participantes são acompanhados pelo criador Rui Catalão ao longo dos seus processos de criação e têm encontros de trabalho e oficinas com Nature Theater of Oklahoma, Nelson Guerreiro, Maria Antónia Oliveira, Xavier Le Roy e Mark Deputter. As seis criações resultantes deste processo partilhado são apresentadas em cinco noites consecutivas no Teatro Turim.

Procura Por Mim Neste Diário O Resto Não Vale Nada
Maria Gil

sexta 25, domingo 27 e segunda 28 de Março

Eunice de Souza nasceu em Goa e actualmente reside em Bombaim onde ensina e escreve. Apesar de ser considerada por alguns como uma das vozes mais originais da poesia indiana é também bastante criticada por escrever em inglês, dizem que a sua poesia não é suficientemente indiana. Maria Gil nasceu em Lisboa num bairro onde as ruas têm nomes de rios e embora nunca tenha vivido em Goa ou na Índia, passou a infância com uma avó goesa entre pratos de caril e vestidos coloridos feitos à medida. Procura Por Mim Neste Diário O Resto Não Vale Nada é uma tentativa de aproximação pessoal ao universo desta poetisa indiana e o resultado do cruzamento de duas narrativas, de duas histórias de vida que giram à volta de uma ideia de Índia e que questionam noções de identidade, multiculturalidade e autenticidade. O que é que faz com que pertençamos a um determinado lugar ou país? Porque é que escolhemos guardar certas memórias e rejeitamos outras? Nesta peça curta há papagaios, há roupa em segunda mão, há máquinas de escrever, há microbiografias e há casas que ficam na praia. Estamos tão longe da Índia, já repararam nisso?

direcção de Maria Gil equipa de criadores Maria Gil (interpretação e dramaturgia), Isaac Pereira (fotografia e dramaturgia), Pedro Silva (cenografia), Catarina Varatojo (figurinos) assistência ao projecto Tânia Rodrigo

Os Dias são Connosco *
Raquel Castro

sexta 25, domingo 27 e segunda 28 de Março

Meu amor, que dia interminável, que ao acabar prenuncia já um outro que se avizinha. Tenho que ir dormir, antes que o sol apareça e eu ainda esteja cansado. A cozinha continua cheia de formigas. Se a teoria budista da reencarnação for verdade posso ser acusado de genocídio. Antes de dormir penso, se quando sonhamos que estamos a dormir será que também sonhamos dentro do sonho? Às vezes enquanto tu dormes, movo-me no silêncio dos teus sonhos sussurrando-te amor ao ouvido, sempre à espera da manhã em que a única obrigação seja amar. A Patanisca está melhor e comeu uma tigela inteira de sopa. Quando chegares confirma se não tem cocó.
p.s - Há empadão no micro-ondas.

 

* Título retirado da crónica Ainda Ontem de Miguel Esteves Cardoso, Jornal Público 12/08/2009

criação e interpretação Raquel Castro assistência à dramaturgia Pedro C. Gil música Afonso Lagarto agradecimentos Joana Bértholo, Ana Limpinho, Marta Branquinho, Mariana da Silva apoios Liberdade Provisória

 

sobre quatro pés, um plano horizontal
MESA

sexta 25, domingo 27 e segunda 28 de Março

O nosso começo será aqui. O nosso fim ainda não o podemos saber.
Cada minuto da nossa vida, em interacção com o mundo vai deixando pequenos dados aqui e ali. Esses dados podem ser entendidos como marcos, que contém informações de início ou de fim de uma actividade. Correlacionando os dados fazemos um desenho de um indivíduo.

criação MESA (Projecto de Investigação Artística) com Andrea Brandão, Ana Eliseu, Gonçalo Alegria e Urândia Aragão apoios Atelier RE.AL e Forum Dança residência artística Atelier RE.AL agradecimentos Tiago Gandra, Carlos Oliveira, David Leitão, João Ferro Martins, Sofia Dinger, Hugo Palma, Rui Aleixo, Laura Lopes, Rui Catalão, Mark Deputter e Xavier Le Roy

 

Não entendo e tenho medo de entender, o mundo assusta-me com os seus planetas e baratas
Rita Natálio

sábado 26, domingo 27 e terça 29 de Março

 

Não entendo e tenho medo de entender, o mundo assusta-me com os seus planetas e baratas é um projecto em construção em torno da figura do “retrato falado” e que parte da apropriação e transformação de fontes sonoras, visuais e literárias para a construção de uma série que indaga a própria noção de retrato falado como quadro ou enquadramento do outro. Nesta sequência cada retrato é um capítulo inseparável da história maior de que faz parte.

O RETRATO FALADO #5 [Retrato Por confissão] que apresentamos nestes Laboratórios de Criação é o quinto desta série. Neste capítulo Francisca Santos, performer e “impersonificadora” de todos os retratos que constituem a peça total, oferece-nos um monólogo dos bastidores da sua relação com Rita, simultaneamente autora da peça e palavra de código para muitas outras coisas. Este monólogo parte do cruzamento de duas obras incontornáveis da escritora Clarice Lispector - Paixão Segundo G.H e Sopro de vida.

um projecto de Rita Natálio interpretação e co-criação Elizabete Francisca dramaturgia Rita Natálio fontes textuais Clarice Lispector, Ervin Gauffman, Gertrude Stein, John Giorno fontes audiovisuais Caetano Veloso, Chantal Ackerman, Lady Gaga, Herz Frank, Marina Abramovic, Suely Rolnik direcção técnica Carlos Ramos figurinos António MV apoio de estúdio RE.AL, O Rumo do Fumo agradecimentos Rui Catalão, Antonia Buresi. Catarina Saraiva, Paloma Calle. Este projecto foi iniciado no âmbito de Línea de Fuga, uma proposta de Catarina Saraiva para o Máster en Práticas Escénicas da Universidad de Alcalá http://lineafuga.wordpress.com

 

Nothing's ever yours to keep
Sofia Dinger

sábado 26, domingo 27 e terça 29 de Março

Adoro versos. Césariny escreveu este: “Uma canção para te ouvir chegar.”
Entre nós, pensei-o ao contrário. Acho que a tendência trágica vem comigo desde o berço.
Ele diz “A piada é essa, porque ensinar afinado, isso toda a gente faz.” E rimos sem saber se será mesmo assim. Eu pergunto : “É mais fácil com ele ou sem ele?” Ele desafina, o Tom Waits não se zanga e eu repito outra vez que aquela é uma música bonita.



340. Super-homem e dois kryptonites wannabe.
HÁ.QUE.DIZÊ-LO

sábado 26, domingo 27 e terça 29 de Março

Desde pequenos que acumulamos. Que procuramos formas de perpetuar momentos, não nos desfazemos de objectos, minúsculas coisas, pormenores das nossas biografias, lixo, inutilidades para outros, coisas às quais continuamos a reconhecer uma funcionalidade, mesmo que apenas a sua impossibilidade de não-significação. Na verdade, temos dificuldade em lidar com o fim, com a ausência. Temos medo de cortar com memórias. E um dia começámos a acumular as memórias dos outros, a arrastá-las, a amontoá-las.

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

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