Maria Matos Teatro Municipal
 


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sangue

David Pereira Bastos
Sala Principal
TEATRO
quinta 23 a domingo 26 fevereiro 2012 21h30
a partir de Titus Andronicus de Shakespeare

A peça mais violenta de Shakespeare apresenta-nos um homem, general romano, exemplo de virtude e bravura, ser vítima de uma sangrenta e maquiavélica campanha de crueldade. A razão? As pessoas que sobem ao poder de Roma, depois de ele próprio ter recusado assumir esse cargo, têm agora contas a ajustar com ele. Titus Andronicus deixa de ter Roma a quem servir. A sua pátria tem a cara da vingança e não está interessada no seu valor, na sua honra, nos seus sacrifícios. Para Titus, o rol de atrocidades a que é sujeito leva-o ao ponto em que a sua única saída é vestir a mesma máscara de barbárie que os carrascos da sua desgraça usaram, para depois apenas poder apenas morrer em paz. sangue é um espetáculo sobre a vertigem da violência, sobre a solidão e orfandade dos filhos de pátrias, sobre as caras silenciosas que habitam a máscara do poder. A Lamentável Tragédia de Titus Andronicus serve o nosso propósito; revoltado — é o nosso nome. Temos tambores, temos um palco, temos voz e corpo para um grito de luz.

David Pereira Bastos tem trabalhado regularmente enquanto ator com Mónica Calle na Casa Conveniente, desde 2007. Aí encenou Como só agora reparo, a partir de Gaspar, de Peter Handke e Porque é que não estás contente?, a partir d' A Gaivota, de Tchekov, considerada pelo jornal Público uma das melhores peças de teatro de 2009.

 

conceção e encenação David Pereira Bastos desenho de luz José Álvaro Correia interpretação David Pereira Bastos, Miguel Raposo, Mónica Calle, Ricardo Vaz Trindade, Rui M. Silva, Telmo Bento e Ricardo Raposo música ao vivo Slap – Hand to Hand (percussão mandingue) responsável de produção Rute Cardoso assistente de produção Catarina dos Santos fotografia Bruno Simão apoio financeiro PGAP – Fundação Calouste Gulbenkian coprodução Maria Matos Teatro Municipal e Casa Conveniente 

 

Preçário

12€ / Com desconto 6€

 

Assinatura X/X0
A partir de 2 janeiro 2012 e durante todo o primeiro trimestre de 2012, usufrua de desconto de 20% na compra de 2 bilhetes inteiros, 30% na compra de 3 bilhetes inteiros, 40% na compra de 4 bilhetes inteiros, 50% na compra de 5 bilhetes inteiros ou mais para diferentes espetáculos deste trimestre no Teatro Maria Matos e no Teatro São Luiz. 

Não acumulável com outros descontos e não extensível a bilhetes de preço único. Apenas disponível nas bilheteiras centrais de ambos os Teatros. Assinatura aplicável a todos os espectáculos do Teatro Maria Matos. Assinatura não aplicável a todos os espectáculos do Teatro São Luiz, ver condições aqui 

Folha da sala

Biografias

( conceção e encenação e interpretação )

David Pereira Bastos nasceu em Lisboa, em 1978. Tem o curso de Formação de Atores da Escola Superior de Teatro e Cinema, o  3º Grau do Conservatório Nacional de Música, em Piano e o Diplôme Supérieur d’Études Françaises Modernes de l’Alliance Française de Paris. Frequentou o curso de Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses e Franceses da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Praticou ginástica, natação, e basquetebol (federado) na Associação de Educação Física e Desportiva em Torres Vedras. Como ator iniciou-se no CITAC, em Coimbra, onde recebeu formação e/ou foi encenado por Bruno Schiappa, Nuno Pino Custódio, João Grosso, Teresa Faria, Carlos Curto, entre outros.  N’ O Teatrão – Teatro para a Infância de Coimbra, tem a sua primeira experiência profissional em O Rouxinol, encenado por José Caldas. Em Lisboa, para a Filipe Crawford – Produções Teatrais, Münchhausen – As Maravilhosas Aventuras e Viagens do Barão por Terras e Mares, encenado por Nuno Pino Custódio, Commedia all’Improviso, dirigido por Filipe Crawford, As Desventuras de Isabella (substituição), encenação de Filipe Crawford, Otário Doing em Portugal, encenado por Filipe Crawford. Para o Teatro da Trindade, Cyrano e O Navio dos Rebeldes, encenação de Cláudio Hochman, Viriato, de Diogo Freitas do Amaral, encenação de Jorge Fraga.  O Retábulo de Eldorado, de J. Sanchis Sinisterra, encenado por Nuno Pino Custódio para o Teatro Oficina de Guimarães, Criadas Para Todo o Serviço, de Goldoni, encenação de José Peixoto. Na Casa Conveniente, fragmentos em letra pequena para duas vozes, a partir do texto com o mesmo nome de Luís Fonseca e de excertos de várias obras de Samuel Beckett, A Última Ceia ou sobre o Cerejal, a partir de Tchékhov, comédia ou a força do hábito,  minetti ou um retrato do artista quando jovem e ouves? a tempestade, a partir de Thomas Bernhard e O Ginjal, de Tchèkhov, encenações de Mónica Calle. Na Cornucópia, foi o Valério de Leôncio e Lena, de Buchner, encenação de Ricardo Aibéo. Na Culturgest, A Mãe, de Brecht, encenação de Gonçalo Amorim. No Teatro Nacional D. Maria II, Rei Édipo, de Sófocles, encenação de Jorge Silva Melo e 1974, criação do Teatro Meridional, encenação de Miguel Seabra.  Leituras encenadas para o Teatro dos Aloés, direção de José Peixoto e para O Bando com direção de João Brites. Workshops de formação de ator com João Mota, voz com João Grosso, Técnica da Máscara com Filipe Crawford e Nuno Pino Custódio e Butoh com Ko Murobushi. Participações pontuais em séries de televisão. Em cinema filmou com João Constâncio, Manuel Pureza, Francisco Villalobos (locução) e João Salaviza. Encenou para a Casa Conveniente Titus: Laboratório de sangue, a partir de ANATOMIA TITO FALL OF ROME – Um Comentário de Shakespeare, de Heiner Müller, em 2011, como só agora reparo, a partir de Gaspar, de Peter Handke, em 2007 e em 2009 – porque é que não estás contente?, a partir d'A Gaivota de Tchèkhov.

( luz )

José Álvaro Correia  nasceu em Lisboa, em 1976. Iniciou o seu percurso teatral em 1993 no projeto 4º Período o do Prazer, orientado por António Fonseca. Concluiu o bacharelato em luz e som na ESMAE em 1999, e a licenciatura em Design de luz em 2007. Em 1998 recebeu uma bolsa de mérito do Instituto Politécnico do Porto. Estagiou durante três meses no Teatro Nacional de Bergen (Noruega) e durante nove meses de 2001 no Núcleo de Criação Teatral do Porto Capital da Cultura. Desde então tem desenvolvido a sua atividade como desenhador de luz em diversos Teatros.Já realizou desenhos de luz para espetáculos encenados por Rogério de Carvalho, Ricardo Pais, Mário Barradas, João Lourenço, João Mota, Nuno Cardoso, Tiago Rodrigues, António Pires, Pierre Voltz, Marcos Barbosa, Álvaro Correia, Mónica Calle, e para coreografias de Né Barros e Ayden Teker. Efetuou desenhos de luz para Exposições (10 anos Refer, estação do Rossio), Concertos (Jazz em agosto da F. C. Gulbenkian, Real Combo Lisbonense), Eventos (Moda Lisboa), Espaço (Projeto jardim de santos), Óperas (La Douce de Emmanuel Nunes casa da música) e curtas metragens (preto e branca realizado por Saguenail) Realizou diversos trabalhos de direção técnica e desde 2000 que dá workshops e ações de formação na área de iluminação para espetáculos. É autor do Manual Técnico de Iluminação para Espetáculos.

( interpretação )

Miguel Raposo nasceu em 1986, licenciou-se na ESTC, no curso de Atores. Em 2008 cria o Teatro do Azeite e apresenta no Teatro da Comuna o espetáculo Não és Beckett Não és Nada. Em 2009 estreia-se em cinema com o filme O Que Há de Novo no Amor?. No mesmo ano trabalha na Casa Conveniente, a convite do encenador David Pereira Bastos, no espetáculo porque é que não estás contente? Em 2010 encena pela primeira vez  Esperando D’Artagnan ou Histórias de um Corpo Hostil em Viagem. Em 2010, no Teatro Nacional D. Maria II, participa em Robinson Crusoe, encenado por Álvaro Correia, e trabalha com João Mota, que leva à cena As Aventuras de João Sem Medo, no Teatro da Trindade. Em 2011 encena a partir do universo de Herberto Hélder A Carne Submersa, uma produção do Teatro do Azeite.

Mónica Calle encenadora, atriz, diretora da Casa Conveniente. Em 1992 interpreta A Virgem Doida a partir de Rimbaud. Manifesto fundador, o espetáculo firma a premissa de um teatro despojado e assente na palavra, na proximidade, na partilha. E cria uma nova relação com o espaço teatral, enquanto edifício e espaço dramatúrgico.
Desde então aborda autores como Stig Dagerman, Fiama Hasse Pais Brandão, Fassbinder, Thomas Bernhard, Beckett, Tchékhov, Pirandello, Heiner Müller, entre outros. Concebe ainda espetáculos para dois, ou um único espectador (Rua de Sentido Único e Lar Doce Lar).
No cinema participa em Antes que o Tempo Mude de Luís Fonseca, A Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso, Insert de Marco Martins e Filipa César, O Filme do Desassossego de João Botelho, entre outros. 

Ricardo Raposo nasceu em 1992. De 2007 a 2010 formou-se na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espetáculo (Chapitô) para o Curso de Interpretação e Arte Circenses.
No Chapitô teve aulas com professores como:  Miguel Moreira, Francisco Salgado, Bernardo Gama, Pedro Carraca, Cláudia Nóvoa, Yvon Bayer e José Carlos Garcia.
Participou como cantor e performer no projeto Clara Schumann, ópera performática encenada por José Carlos Garcia e dirigida pelo maestro Paulo Brandão.
Em 2011 participou no espetáculo O Vale de Madalena Vitorino. Fez também no âmbito escolar do SOU – Escola de artes performativas O Bote da razão, encenado por Cláudio Hochman.

Ricardo Vaz Trindade Em 1996 comecei a fazer teatro no CITAC. Dois anos mais tarde abri as portas do grupo a novos candidatos a atores. Entre eles estava o David. Em 2011 foi ele quem me abriu as portas da Casa Conveniente para participar neste périplo pelo universo sangrento da tragédia shakespeariana. A experiência com a trupe da Casa Conveniente lembra-me os tempos do CITAC: experimentalismo, irreverência, a própria condição subterrânea do espaço. Quinze anos volvidos reencontro esse espírito fundamentador da minha personalidade artística, agora impulsionado por uma maturidade e intensidade novos. Meço um metro e noventa e cinco.

Rui M. Silva Tirou o curso de interpretação da Academia Contemporânea do Espetáculo - Porto. Durante o curso obtém o diploma de Combate de Cena – Performing Certificate Stage Fighting, passado pela Society of British Foghting Directors; é selecionado para o projeto P.I.E.T.A., na Dinamarca; onde trabalha com encenador Jerzy Klesley. 
Tem desenvolvido atividade profissional desde 1997, tendo trabalhado com: António Capelo, João Paulo Costa, Kuniaki Ita, Rogério de Carvalho, Jerzy Klesley, Alexandro Dabija, Joana Providencia, Júlia Correia, José Fragateiro, Jorge Fraga, José Mora Ramos, Nuno Pino Custódio, Miguel Seabra, Natália Luiza e David Pereira Bastos.
No cinema trabalhou com os realizadores: Vítor Moreira, João Guerra e Tito Fernandes.

Telmo Bento Formei-me pela Escola Superior de Teatro e Cinema com uma licenciatura em Teatro - opção Atores, concluída em 2008.
Em Teatro trabalhei com David Pereira Bastos, Mónica Calle, António Pires, Tiago Vieira, Carlos Malvarez, entre outros.
Em Cinema participei em várias curtas-metragens contracenando com Dinarte Branco, Pedro Giestas, entre outros.
Em Televisão participei em diversos filmes publicitários e em várias séries de ficção como Os Mistérios de Sintra, Uma família às direitas, entre outras.

( Música ao vivo )

Slap – Hand to Hand Banda de percussão mandingue. 
Um novo projeto de percussão que tem África na sua assinatura, misturando diferentes ritmos, rituais, histórias e culturas. A música tradicional africana, representada aqui pelos Djembes e Dununs, funde-se com o quotidiano urbano, transportando-nos para um estado de delírio quase febril devido à sua envolvente e ritualista estrutura rítmica. Um exorcismo sonoro que se apodera dos corpos levando-os à exaustão através de danças frenéticas.
É objetivo deste grupo fazer uma analogia entre a cultura Mandinga e o presente urbano, sem deturpar a origem, através de formas de expressão artística modernas, provocando um apelo constante aos sentidos e às memórias históricas intrínsecas à genética coletiva.
Os percussionistas escondem nas entrelinhas destes sons tribais, ritmos com origem, história e significados ancestrais, característicos da cultura Mandinga, que são a resposta para transes de várias castas.
Mais do que percussionistas, mais do que músicos, os SLAP são uma herança que aviva dentro de nós as cores quentes de um passado desconhecido, transformando a urbe num campo de terra onde a poeira levanta a cada batida.

Fotos

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Não existem críticas.

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Sinopse

A peça mais violenta de Shakespeare apresenta-nos um homem, general romano, exemplo de virtude e bravura, ser vítima de uma sangrenta e maquiavélica campanha de crueldade. A razão? As pessoas que sobem ao poder de Roma, depois de ele próprio ter recusado assumir esse cargo, têm agora contas a ajustar com ele. Titus Andronicus deixa de ter Roma a quem servir. A sua pátria tem a cara da vingança e não está interessada no seu valor, na sua honra, nos seus sacrifícios. Para Titus, o rol de atrocidades a que é sujeito leva-o ao ponto em que a sua única saída é vestir a mesma máscara de barbárie que os carrascos da sua desgraça usaram, para depois apenas poder apenas morrer em paz. sangue é um espetáculo sobre a vertigem da violência, sobre a solidão e orfandade dos filhos de pátrias, sobre as caras silenciosas que habitam a máscara do poder. A Lamentável Tragédia de Titus Andronicus serve o nosso propósito; revoltado — é o nosso nome. Temos tambores, temos um palco, temos voz e corpo para um grito de luz.

David Pereira Bastos tem trabalhado regularmente enquanto ator com Mónica Calle na Casa Conveniente, desde 2007. Aí encenou Como só agora reparo, a partir de Gaspar, de Peter Handke e Porque é que não estás contente?, a partir d' A Gaivota, de Tchekov, considerada pelo jornal Público uma das melhores peças de teatro de 2009.

 

Críticas e antecipações

Não existem críticas.

Preço

 

Preçário

12€ / Com desconto 6€

 

Assinatura X/X0
A partir de 2 janeiro 2012 e durante todo o primeiro trimestre de 2012, usufrua de desconto de 20% na compra de 2 bilhetes inteiros, 30% na compra de 3 bilhetes inteiros, 40% na compra de 4 bilhetes inteiros, 50% na compra de 5 bilhetes inteiros ou mais para diferentes espetáculos deste trimestre no Teatro Maria Matos e no Teatro São Luiz. 

Não acumulável com outros descontos e não extensível a bilhetes de preço único. Apenas disponível nas bilheteiras centrais de ambos os Teatros. Assinatura aplicável a todos os espectáculos do Teatro Maria Matos. Assinatura não aplicável a todos os espectáculos do Teatro São Luiz, ver condições aqui 

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