Passou a adolescência a tentar esconder dos amigos e colegas que ouvia Zoviet France ou Controlled Bleeding. Na faculdade fez o mesmo com a música de Randy Grief, Willem Breuker ou Paul Schütze, mas com mais à-vontade e experiência acumulada. Quando se licenciou em Engenharia Civil, e depois de um recrutamento militar que lhe deu tempo de sobra para fazer o que bem lhe apetecia, percebeu que tinha um chamamento maior que o do encarregado de uma qualquer obra em construção.
Empenhou-se em ajudar a loja e distribuidora de discos Ananana em 1996, e passados quase dez anos saiu para a Flur - uma loja de discos de vinil que tinha projetado com mais dois amigos em 2001. É aí onde tem estado estes dias, a tentar convencer que um disco pode mesmo ser o antídoto de todos os males.
Entretanto, em 1999, uma visita ao festival PhonoTaktik em Viena convenceu-o a lançar o projeto Major Elétrico com a sua companhia de viagem. Desde então, foram vários os campos onde atuaram: organização de concertos em festivais (Atlântico, 1999; Número, 2001; Madeira-Dig, 2004), conceção sonora para espetáculos de dança, escrita e crítica sobre música, programas de rádio e música para anúncios e websites. Em concerto, apresentaram-se nos palcos da Gulbenkian, Serralves, Experimenta Design, Sonic Scope, Encontros de Música Experimental, Blue Spot, Festival X, Subsonyko (Cabo Verde), MixMove (Paris), Maquinarte (Cáceres), Sónar (Barcelona) e Atlantic Waves (Londres).
Em janeiro de 2009, recebe um convite de Mark Deputter para programador musical do Maria Matos, local onde irá, a partir de agora, continuar a fazer o que sempre fez na música - ser o mensageiro de boas novas.