Maria Matos Teatro Municipal
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Ciclo UTOPIAS

 

Ciclo UTOPIAS


  • Romantismo e Revolução
    Michael Löwy e António Guerreiro
    introdução José Neves
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  • Everything Was Forever, Until It Was No More: The Last Soviet Generation
    Alexei Yurchak
    moderação José Neves
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  • Geometrias da Memória: Configurações Pós-Coloniais
    Projeto Memoirs
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  • Quando a Luz se Apaga - Integração de Refugiados e Futuros Comuns
    Associação de Refugiados em Portugal
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  • Democracia num Lugar Improvável
    Nursel Kiliç
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  • Democracias de base - O caso espanhol
    Javier Toret e Amador Fernández-Savater
    moderação José Neves
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  • Em defesa da Utopia
    Merijn Oudenampsen
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Alice: “Would you tell me, please, which way I ought to go from here?”
The cat: “That depends a good deal on where you want to get to.”

Lewis Carroll, Alice in Wonderland
 
Em 1516, Thomas More publicou Utopia, uma crítica à sociedade em que vivia e um manifesto para um mundo melhor. Em 1917, a Revolução Russa derrubou o regime czarista, rumo a um futuro mais feliz. Como se sabe, as promessas não se realizaram e a história do século XX demonstrou que a humanidade é capaz de monstruosidades em nome de um suposto mundo ideal. Tornou-se hábito olhar para qualquer aspiração utópica com uma mistura de descrença e desconfiança. Depois da queda do muro de Berlim, pensar a sociedade em termos ideológicos tornou-se tabu e a política transformou-se num exercício de gestão. A ambição de construir um mundo melhor foi trocada pela convicção de que estamos a viver no melhor dos mundos possíveis e de que é suficiente confiar na “mão invisível” do mercado e limar as imperfeições.
 
No entanto, o conceito da “gestão eficiente” do mundo globalizado em moldes neoliberais está a falhar. Confrontadas com a degradação alarmante do ecossistema, o aumento das desigualdades, a privatização selvagem do que deveria ser comum, a migração massiva, o desaparecimento da solidariedade, cada vez mais pessoas reclamam o regresso da política: uma política que reocupe o seu lugar central, que ouse imaginar novos modos de atuar, procure caminhos diferentes e inclua os cidadãos nos processos de decisão. Quais são as ideias que estão a emergir capazes de nos inspirar? Onde estão os projetos que experimentam diferentes formas de conviver? Quais são as utopias de que a humanidade precisa para agir criticamente e recriar o presente? Será que a arte tem aqui um papel a desempenhar? Business as usual deixou de ser opção: é preciso voltar a imaginar o mundo em que queremos viver. É preciso juntarmo-nos enquanto cidadãos para o construir.
 
O ciclo UTOPIAS oferece um programa alargado que atravessa toda a temporada 2016-2017 do Teatro Maria Matos, com espetáculos, instalações, palestras, encontros e eventos no espaço público, com convidados que fazem do agir crítico e da imaginação política uma tarefa diária. As UTOPIAS da temporada estão organizadas em seis arquipélagos, seis territórios para conhecer possibilidades que estão já em curso, e de imaginar outras. Em setembro e outubro, visitamos o Arquipélago da Resiliência, em que olhamos para o regresso da imaginação política nos movimentos sociais que têm irrompido um pouco por todo o mundo nos últimos anos. À crescente precariedade e aos discursos do medo contrapõem mais solidariedade. Ao status quo respondem com ativismo e participação a todos os níveis da sociedade. A utopia é aqui um horizonte que se reinventa enquanto se vai caminhando.  
  
curadoria: Liliana Coutinho e Mark Deputter


UTOPIAS

setembro → outubro 2016
Arquipélago da Resiliência olha para o regresso da imaginação política nos movimentos sociais que têm irrompido um pouco por todo o mundo nos últimos anos.

novembro → dezembro 2016 
Arquipélago das Diversidades parte da crise dos refugiados para revisitar os problemas e as oportunidades da sociedade diversa.
 
janeiro → fevereiro 2017 
Arquipélago Comum revisita os muitos projetos utópicos surgidos dos comunismos e anarquismos que surgiram no início do século XX.

março 2017
Arquipélago dos Afetos dá a palavra aos muitos que estão a repensar a política como uma atividade também afetiva.
 
março → abril 2017 
Arquipélago Capital centra-se nas forças imaginativas e destrutivas do capitalismo.

maio → julho 2017 
Arquipélago Verde foca o imaginário utópico mais influente da atualidade, surgido da necessidade incontornável de manter o planeta viável.

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